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Posts com a Tag Thuram

sábado, 28 de fevereiro de 2015 Ex-jogadores, Seleção francesa | 17:18

O que fazem os campeões do mundo hoje?

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Em 1998, pela primeira (e única) vez uma Copa do Mundo acabou com a França. Onde estão atuando aqueles jogadores atualmente?

Fabien Barthez (goleiro titular): Era diretor esportivo do Luzenac até setembro passado, quando saiu depois que a Federação Francesa de Futebol se negou a autorizar a ascensão do clube para a Ligue 2.

Laurent Blanc (zagueiro titular, fora da final por expulsão na semifinal): Treinador do Paris Saint Germain desde 2013.

Alain Boghossian (meia reserva): Consultor para TV da Eurosport França. Já foi assistente técnico da seleção francesa durante a passagem de Blanc como técnico bleu.

Vincent Candela (lateral-direito e esquerdo reserva): Participou recentemente do programa “Dancing with the Stars” na TV italiana. Tem investido em vários restaurantes na Italia.

Lionel Charbonnier (goleiro reserva): É técnico do Istres, que caiu para a terceira divisão no ano passado.

Marcel Desailly (zagueiro titular, embora também tenha se destacado na carreira como volante. Foi capitão uma vez, na ausência de DD): É consultor para as emissoras de TV francesas Canal+ e Al Jazeera Sport, e segue presente no mundo da publicidade (no site do L’Equipe vc costuma vê-lo em banners animados…)

Didier Deschamps (volante titular e capitão da campanha): É “somente” o técnico da seleção francesa. Antes, passou pelos bancos do Olympique de Marselha, Mônaco e Juventus-ITA, depois de uma vitoriosa carreira de jogador que incluiu passagens por OM e Juve, inclusive.

Bernard Diomède (ponta-esquerda reserva): É presidente da academia que leva seu nome em Issy-les-Moulineaux, uma associação que combina futebol e educação.

Youri Djorkaeff (meia titular)É presidente do Décines, clube que fica nos subúrbios de Lyon. Também é proprietário de um restaurante em Nova York.

Christophe Dugarry (atacante reserva): É consultor do Canal+ francês.

Líderes do elenco vencedor, Blanc e Deschamps se tornaram os técnicos mais de ponta dentre aquele grupo de jogadores

Líderes do elenco vencedor, Blanc e Deschamps se tornaram os técnicos mais de ponta dentre aquele grupo de jogadores

Stéphane Guivarc’h (atacante titular. Não marcou gol): É vice-presidente executivo e treinador do seu primeiro clube amador, o US Trégunc. Paralelamente, trabalha em uma empresa onde vende piscinas.

Thierry Henry (atacante que começou titular e terminou reserva de Karembeu): Recém-aposentado, como maior artilheiro da história da seleção. É consultor para a TV britânica na Sky Sports e disse recentemente que pretende se preparar para virar treinador no futuro.

Christian Karembeu (volante que ganhou a titularidade de Henry): É Embaixador Estratégico em Relações Internacionais do Olympiakos-GRE, onde jogou de 2001 a 2004.

Bernard Lama (terceiro goleiro): É treinador do UD Montjoly, da Guiana Francesa, e da própria seleção da Guiana!

Frank Leboeuf (zagueiro reserva que substituiu Blanc na final): É consultor para a emissora francesa TF1 e também… ator. Esteve no filme “A Teoria de Tudo”, sobre a vida de Stephen Hawking (é o médico que diz à esposa dele que a traqueostomia deixá-lo-ia sem voz), concorrente ao Oscar deste ano. Aliás, uma bela história essa película!

Bixente Lizarazu (lateral-esquerdo titular): É consultor para a emissora de TV francesa TF1 e tem seu próprio programa na rádio francesa RTL. Depois do futebol, partiu para o jiu-jitsu e não fez feio, sendo até campeão europeu em 2009.

Emmanuel Petit (volante titular): É consultor nas emissoras públicas da France Télévisions.

Robert Pires (meia reserva): Após acabar seu contrato com o FC Goa na Liga da India, voltou para a Europa, com a esperança de encontrar uma oportunidade para seguir atuando. Sim, é o único ainda jogador!

Lilian Thuram (lateral-direito titular): É o fundador e presidente da Fundação para a Educação Lilian Thuram contra o racismo.

David Trezeguet (atacante reserva): Anunciou a aposentadoria no mês passado, tendo anunciado que seria uma espécie de embaixador da Juventus da Itália, onde mais se destacou, na América do Sul, ajudando na prospecção de talentos.

Patrick Vieira (volante reserva): Aposentou-se no Manchester City em 2o11 e segue no clube, agora gerenciando a formação de atletas (CT e categorias de base).

Zinedine Zidane (não precisa relembrar, né?): Foi manager, assistente técnico do Real Madrid e agora dirige o Castilla (Real Madrid B), além de ser consultor ocasional para o Canal + França.

Adaptado deste post do blog em espanhol Futbol desde Francia

Para saber mais sobre o desempenho francês na campanha do título de 98, uma página com vários dados é a da Wikipedia francesa

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 Ex-jogadores, Franceses no mundo | 19:12

Merci, Thierry Henry!

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“Foi uma viagem incrível”, disse Thierry Henry no último dia 16, terça-feira, ao declarar a aposentadoria do futebol profissional aos 37 anos.

É claro que o atacante não se refere apenas aos cinco anos passados nos Estados Unidos, sua última caminhada na carreira iniciada no Principado mais famoso da Europa, há duas décadas.

Começando a carreira, à la Ruud Gullit (Thierry revelou que a preferência pela camisa 12 na seleção vem da admiração por outro holandês, Van Basten)

Começando a carreira, à la Ruud Gullit (Thierry revelou que a preferência pela camisa 12 na seleção vem da admiração por outro holandês, Van Basten)

Foram muitas conquistas e tantos, tantos gols na trajetória que incluiu Monaco, Juventus, Arsenal, Barcelona e New York Red Bulls, em cinco países diferentes. Com o cume no clube inglês, onde o camisa 14 se tornou o maior artilheiro da agremiação (quase 230 gols) e ganhou até estátua, em 2011.

Carreira vencedora e recordista também na seleção: foi do sub 16 aos Espoirs, galgando os degraus da base, até chegar aos Bleus em 1997. Até 2010, somou 123 partidas (só perde para Lilian Thuram, 142) e 51 gols: goleador-mor da história da França como seleção. Esteve nos dois feitos máximos do país no maior dos torneios que há, como meio titular/meio reserva na Copa de 1998 (o artilheiro daquele time) e titular na de 2006, quando foi “o carrasco” brasileiro da vez (artilheiro francês ao lado de Zidane).

Até pra dar um tapa pro gol o nêgo tinha estilo!

Até pra dar um tapa pro gol o nêgo tinha estilo!

Nos fiascos dos Mundiais de 2002 (expulso no segundo jogo) e 2010 foi titular também, tendo contribuído de forma bem peculiar, naquela repescagem contra a Irlanda em 2009, para que a equipe de Domenech fosse à África do Sul no ano seguinte. Enfim, é o jogador que mais Copas disputou com os Bleus, 4. Como ainda tem um título europeu (2000) e uma Copa das Confederações (2003), dá pra dizer que a passagem, no geral, foi positiva de fato.

França x Irlanda, 2009: A versão francesa da mão de Deus de Maradona-1986...

França x Irlanda, 2009: A versão francesa da mão de Deus de Maradona-1986…

Agora será comentarista da TV inglesa Sky Sports, mas vamos torcer para que apareça numas peladas de vez em quando, como esses jogos entre amigos que acabam sendo transmitidos pra preencher lacunas de programação televisiva em dias xoxos que todo ano tem. Porque aí vamos poder matar um pouco da saudade do craque, finalizador de classe e elegância que tanto aplaudimos (e tentamos imitar sem sucesso) nos últimos anos.

Merci Henry!

No final da carreira, com a camisa do NY Red Bulls, pela liga estadunidense, a MLS

No final da carreira, com a camisa do NY Red Bulls, pela liga estadunidense, a MLS

-> 14 momentos inesquecíveis (como golaços épicos) do 14 do Arsenal: leia no site Trivela

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terça-feira, 24 de maio de 2011 Extracampo | 21:35

Campeão Lille dá as cartas entre os melhores da temporada

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Tava na cara, tanto que acertei o melhor jogador e o melhor treinador da temporada na França, na 20ª edição da premiação da UNFP (União Nacional dos Futebolistas Profissionais, o sindicato da classe boleira): Eden Hazard e Rudi Garcia, claro, representando o mais eficiente clube da Ligue 1 2010/2011. O meia belga do Lille, eleito a maior revelação de 2009 e 2010 (Dúvida: no segundo ano o cara ainda pode ser considerado revelação?), faz história por ter sido o jogador mais jovem a ganhar o principal prêmio da organização. 

Desta vez, o troféu revelação ficou para o selecionável zagueiro Mamadou Sakho, do Paris Saint-Germain, e o de goleiro foi para Steve Mandanda, do vice-campeão Olympique de Marselha. A ofensivíssima seleção da Ligue 1, com quatro jogadores do LOSC Métropole, foi composta por:

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Eden e Rudi, pequenos apenas nos nomes, com seus troféus (France Football)

Steve Mandanda (O. Marseille); Anthony Reveillère (Lyon), Adil Rami (Lille), Mamadou Sakho (PSG) e Taye Taiwo (NIG – Marseille); Yann M’Vila (Rennes), Eden Hazard (Lille) e Nenê (PSG); Gervinho (CMA – Lille), Kévin Gameiro (Lorient) e Moussa Sow (SEN – Lille).

Não empolga a nenhum de nós, mas como melhores árbitros foram escolhidos Anthony Gautier, Clément Turpin (destaque do ano de 2010 segundo a France Football) e Nicolas Pottier.

Ligue 2
Acertei de novo: melhor jogador para Sebastian Ribas (Dijon) e melhor técnico para Bernard Casoni, do Evian. O time-base da segunda divisão reúne:

Benoît Costil (Sedan); Sébastien Corchia (Le Mans), Grégory Cerdan (Le Mans), Benjamin Genton (Le Havre) e Cédric Fabien (Boulogne-sur-Mer); Romain Alessandrini (Clermont Foot), Olivier Sorlin (Evian Thonon-Gaillard), Rudy Haddad (Châteauroux) e Benjamin Corgnet (Dijon); Sebastian Ribas (Dijon) e Sloan Privat (Clermont Foot). Boas opções para os times da elite, heim…

Mulheres e homenagens
Entre les femmes, errei: deu Elise Bussaglia, do Paris Saint-Germain. Houve troféus de honra em homenagem a Just Fontaine (maior artilheiro de uma única edição de Copa, com 13 gols em 1958), Michel Hidalgo (técnico da França campeã europeia em 1984), Philippe Piat (sem distinções como ex-jogador, mais é presidente da UNFP desde 1969!) e Sylvain Kastendeuch (um ex-atleta um pouco melhor, jogou no Metz e defendeu os Bleus no fim dos anos 80. Mas é co-presidente do sindicato da categoria, entendeu?).

O público ainda votou e elegeu a equipe símbolo dos (últimos) 20 anos da UNFP, com nomes marcantes, como os vários campeões mundiais em 1998: Fabien Barthez; Christian Karembeu, Lilian Thuram, Laurent Blanc e Bixente Lizarazu; Patrick Vieira (ainda joga), Robert Pirès (a.j.), Franck Ribéry (a.j.) e Zinédine Zidane (ainda brinca e detona); Jean-Pierre Papin e Pedro Miguel Pauleta. Técnico: Didier Deschamps. Timaço, né não?

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> Nasri e Nenê são reconhecidos entre os melhores de 2010

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quinta-feira, 5 de maio de 2011 Extracampo | 21:54

Crise na FFF pode respingar em Blanc. É o correto?

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Depois um 2010 pra lá de desgastante por conta do clima e campanhas péssimos na Copa do Mundo, 2011 parecia tranquilo pros lados da Federação Francesa de Futebol, com reformulação e bons resultados começando a surgir na seleção principal com Laurent Blanc.

Até a semana passada, quando uma bomba explodiu na entidade que gere o futebol francês e os estilhaços atingiram Blanc: vieram a público, pelo site Mediapart, declarações em reuniões da FFF que sugeriam a implementação, nos clubes e escolinhas do país, de cotas para limitar a formação de jogadores “não-brancos”, de ascendência africana e árabe. O objetivo seria ter, futuramente, uma seleção adulta mais “europeia”.

O técnico dos Bleus falava numa reunião sobre o peso crescente dos atletas com dupla nacionalidade e a necessidade de aumentar o número de jogadores mais técnicos frente aos físicos, geralmente de origem negra. “Atualmente, os grandes e potentes são os negros. É assim. É um fato. Deus sabe que nos centros de formação, nas escolas de futebol, há muitos (negros). Creio que temos que buscar outros critérios, modificar nossa própria cultura”, teria dito Blanc nesta reunião.

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Convidado a falar sobre o que Blanc disse no programa "Le Grand Journal" do Canal Plus, Lilian Thuram não poupou o colega de 1998: "É indesculpável" (AFP)

Claro que pegou mal, né? Uma investigação foi posta em curso e os fatos são que o diretor técnico François Blaquart já “rodou”, sendo suspenso pela federação, e cresceu a pressão para que Laurent Blanc perca o emprego. Ex-jogadores da seleção e torcedores de modo geral, porém, não são unânimes sobre a saída do treinador.

Não me parece que Blanc seja racista ou preconceituoso, acho que ele está é preocupado que a França forme basicamente jogadores fortes, muito bem preparados fisicamente mas fracos em termos de técnica e habilidade. Até porque esse cenário a gente vê no futebol atual, no qual o lado físico evoluiu, nivelando times fracos, medianos e bons, e os talentosos estão rareando, contados nos dedos.

O problema é que o técnico gaulês precisa dissociar esse perfil de jogador da questão racial, de origem étnica, assim como a diretriz da FFF para a formação de jogadores. Que as escolinhas valorizem e promovam os mais técnicos, independentemente da cor ou sobrenome, tudo bem, nada de errado. O que não pode é já taxar o cara de incapaz e reprová-lo por não ser “branco” e “europeu”…

Karim Benzema festeja gol contra Inglaterra recentemente. A maior aposta ofensiva da França hoje tem pais argelinos... (Getty Images)

Portanto, penso que o mais acertado, para contornar o caso, seria federação e treinador chamarem a imprensa, esclarecerem tudo que for preciso e Blanc não cair. Demiti-lo só para mostrar à opinião pública que a FFF tá agindo, pra preservar sua imagem, não me parece o melhor caminho, até porque o trabalho que já vem rendendo frutos na preparação dos Bleus pra Euro 2012 seria sensivelmente prejudicado sem seu comandante atual.

Agora, se de fato o lance das cotas procede, seja com anuência, conveniência ou determinação de Laurent e outros membros da federação, não terei como defendê-lo. E o país pode evitar, “burramente”, que surjam novos Zidanes, Henrys, Benzemas, Nasris, Maloudas, Evras… (relembre o que já escrevi sobre a multietnicidade histórica da seleção francesa). Além do fato de jogadores africanos ou árabes não quererem mais servir à seleção, se recusando, com razão, a fazer parte e lutar por uma entidade que os repele – vale lembrar que, sobre o fiasco na África do Sul no ano passado, foi especulado que os atletas negros se rebelaram contra o comando francês por não se sentirem à vontade em representar a França, uma das ex-potências coloniais na África…

Qual sua opinião sobre o caso? O que faria para sanar mais essa crise no futebol francês?

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010 Franceses no mundo, Torneios europeus | 17:58

Lille obtém vaga na Liga Europa. PSG avançou em primeiro

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Primeiro, os jogos de quarta: Karpaty 1 x 1 PSG e Sevilla 2 x 2 Borussia Dortmund.

Empate na Ucrânia e liderança assegurada do grupo J, o que pode colocar rivais menos espinhosos no caminho do PSG na próxima fase da Europa League, cujo sorteio acontece na sexta-feira, assim como o da Liga dos Campeões da Europa. Foram necessárias bola e linhas laranjas no gramado pela intensa neve em Lviv. Claro que estava um frio de gelar, apesar de ter visto uns loucos sem camisa torcendo pro Paris na arquibancada… 

Sem boa parte dos titulares (Nenê, Hoarau, Makelele, Chantôme, Sakho e Edel) e com muitos garotos no banco, o Saint-Germain abriu o placar com Luyindula, aos 39 minutos iniciais, após boa jogada de Ceará, que roubou a bola, cruzou, Erding dividiu com a zaga e a bola sobrou limpa para o meia, que não pegou firme mas conseguiu vencer o goleiro Tlumat. Porém, antes mesmo do intervalo, Fedetskiy bateu forte em cobrança de falta e Coupet se atrapalhou todo, deixando a bola passar a risca do gol – provavelmente ela deveria estar assaz escorregadia. Mas seria o caso de manter Edel como titular mesmo…?

A impressionante série invicta do PSG está mantida: agora são 12 jogos sem derrota, que aconteceu pela última vez no dia 24 de outubro (2 x 3 contra o Auxerre). Finalizando o grupo, o Sevilla empatou em casa contra o Borussia Dortmund e ficou com a segunda vaga da chave. Assim, os zagueiros franceses Julien Escudé e Mohamadou Dabo seguem na competição.

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Péguy Luyindula caiu no gélido gramado, mas pelo gol valeu o sacrifício (AFP)

Agora, as partidas desta quinta: Lille 3 x 0 GentLevski 1 x 0 Sporting.

Com neve caindo na França, dá-lhe bola laranja. Precisando de qualquer forma da vitória, o Lille partiu pra cima, com Túlio de Melo no ataque e Sow no banco. De tanto pressionar, o time da casa se aproveitou de uma bobeada do zagueiro Suler, que tocou curto, talvez se esquecendo do gramado escorregadio, e deixou Obraniak na cara do goleiro Jorgacevic: o polonês driblou e só tocou para fazer 1 a 0 aos 30 minutos. As chances de aumentar o placar apareceram, duas bolas acertaram a trave do Gent, mas o marcador ficou daquele jeito na saída para o intervalo, o que me deixou temoroso com aquele “quem não faz, toma…”

O segundo tempo começou com neve mais intensa, dificultando ainda mais o andamento da partida, com 1 grau negativo no Lille-Métropole. Pelo menos, se a bola não mais colaborasse, o LOSC já tinha o resultado que precisava. Mas 1 a 0 nunca é seguro, e parece que a defesa belga novamente “entendeu o recado”: se atrapalhou ao trocar passes na intermediária, Frau roubou a bola de Lepoint, invadiu a área e tocou no contrapé de Jorgacevic aos 11 minutos.

Logo em seguida, Hazard sentiu lesão e pediu substituição, dando lugar a Sow, artilheiro da Ligue 1. Porém o ataque lilleano seguiu agudo, trazendo novos perigos ao adversário, inclusive com uma bola laranja na trave branca. Até que o terceiro gol veio, curiosamente pela primeira vez numa jogada toda do LOSC, sem “presentes” da defesa rival: Sow foi lançado no “costado da zaga”, como gostam de dizer os narradores e comentaristas da Band (rs), driblou o goleiro e só não entrou com bola e tudo porque foi humilde… Vendido no jogo, o La Gantoise, como dizem os franceses, acabou levando de 3 e viu o Lille se juntar ao Sporting Lisboa, que mesmo perdendo para o Levski Sofia (1 a 0, na Bulgária) se classificou em primeiro no grupo C.

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Pierre Alain Frau supera Marko Suler e mete a laranjinha pra dentro (Reuters)

 

Patrick Vieira
Hoje o volante do Manchester City disputou seu centésimo jogo por competições europeias. É o sexto francês nesse quesito, atrás de Thierry Henry (138 partidas, hoje nos EUA), Claude Makelele (PSG), Lilian Thuram (aposentado), Zinedine Zidane (idem) e Robert Pires (Aston Villa). O City empatou contra a Juventus, com gol do brasileiro Jô, e também segue no páreo pelo título europeu, ao contrário da Vecchia Signora.


*SORTEIOS: LIGA DOS CAMPEÕES E LIGA EUROPA*
Amanhã, sexta-feira, tanto PSG e Lille como Lyon e Olympique de Marselha conhecerão seus adversários nas oitavas de finais dos dois torneios continentais. ESPN transmite ao vivo, às 9h de Brasília, o sorteio da Champions League, que será seguido pelo da Europa League, por volta das 10h.

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quinta-feira, 25 de março de 2010 Ex-jogadores, Extracampo | 16:32

Campeão do mundo é apresentador de rádio

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Aqueles que, como eu, assistiram atentamente à Copa do Mundo de 1998, vão se lembrar do nome de Bixente Lizarazu. Ele era o lateral-esquerdo da seleção francesa que conquistou o Mundial em casa, além de ter integrado o elenco dos Bleus campeões europeus em 2000. Começou profissionalmente em 1987, no Bordeaux, onde ficou até 1996, foi para o Athletic Bilbao, teve uma longa passagem pelo Bayern de Munique (campeão alemão, europeu e mundial em 2001), esteve no Olympique de Marselha e encerrou a carreira no clube alemão.

Pois o basco Bixente (nome que corresponde a “Vincent” em francês) ainda é notícia na França pelo que anda fazendo fora do futebol, mas não distante dele. Ele apresenta semanalmente o programa “Club Liza”, todas as segundas-feiras, das 20 às 21 horas, na emissora de rádio RTL, sediada em Paris e número 1 de audiência do gênero no país.

Lizarazu comenta futebol francês e internacional e sempre conversa com um compatriota do mundo do esporte; os mais recentes, por exemplo, foram Rudi Garcia (técnico do Lille), Franck Leboeuf (zagueiro da seleção de 1998), Lilian Thuram (lateral da mesma), Hugo Lloris (goleiro do Lyon), Robin Leproux (presidente do Paris Saint-Germain), Samir Nasri (meia do Arsenal) e Franck Ribéry (meia-atacante do Bayern de Munique).

É possível ouvir de forma integral e por seções as últimas edições de “Club Liza”, directment do site da RTL, a partir do seguinte link: http://www.rtl.fr/emission/5927062414/le-club-liza.html. Ou seja: uma boa chance para treinar a escuta do idioma francês!

O mais bacana do ex-jogador não é só o fato de ele ter virado um apresentador popular, mas também sua pinta de esportista radical (é fã de surf, gosta de mergulhar, luta jiu-jítsu…) e seu engajamento em favor dos direitos animais e ambientais, através de entidades do qual participa ativamente. Para um contato mais direto com Liza, seu blog oficial está NESTE LINK AQUI.

Bixente em foto atual, no estúdio da RTL

Lizarazu tenta desarmar Cafu na final de 98

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sábado, 13 de fevereiro de 2010 Extracampo, Franceses no mundo | 16:43

As más notícias da semana

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Antes que a semana se encerre, dois registros a se lamentar.

Primeiro, Gervinho, logo o marfinense do qual encho tanto a bola! Na quinta-feira, o atacante do Lille se acidentou com sua moto, colidindo com outro carro em Lille. Chegou a polícia francesa para conferir os documentos dele, e eis a revelação: a carteira de habilitação era falsa.

Gervinho reconheceu ter comprado o documento em Abidjan, na Costa do Marfim, mas não deixou de ser detido e ter que dar esclarecimentos. Felizmente, foi liberado, relacionado e escalado para o dérbi do norte francês entre Lille e Boulogne, neste sábado. Dentro de campo, precisa esquecer a decepção com sua seleção na Copa Africana de Nações e recuperar o faro de gol após um período de estagnação na artilharia. Fora dele, precisa usar um pouco mais a cabeça…

Não é novidade, mas é sempre repugnante

A capa do livro

A capa do livro

Segundo, Lilian Thuram. Nada contra o recordista de jogos pela França (142), de 38 anos, que nada fez de errado, muito pelo contrário. O que revolta no caso do ex-jogador é a forte acusação de que o racismo contamina a Itália, onde o ex-zagueiro e lateral atuou por dez anos. Não é possível que ele esteja exagerando; o que ganharia com isso?

“O racismo no futebol italiano é reflexo do racismo presente na sociedade”, disse Thuram, no lançamento do seu livro “Mes étoiles noires” (“Minhas estrelas negras”, em português). Ele fez referência a um cântico de torcedores da Juventus, cujo trecho é “um negro não pode ser italiano”. No livro, inclusive, Thuram fala das poucas referências de sucesso de cor negra que influenciaram a humanidade em suas épocas. Muito legal e surpreendente até para um ex-boleiro.

Não por acaso, foram justamente irracionais fãs da Vecchia Signora que ofenderam de forma racista, mais de uma vez, o atacante Mario Balotelli, da Inter de Milão, nos últimos confrontos entre as equipes – Balotelli ainda foi repreendido e multado por aplaudir ironicamente torcedores do Chievo que o insultaram numa partida recente!

A ignorância e crueldade inerentes a comportamentos racistas não combinam com um povo festivo e alegre como o italiano. Não combinam com nenhum povo, pra falar a verdade. Não fazem sentido no ser humano. Que triste.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009 Eliminatórias da Copa, Ex-jogadores, Seleção francesa | 20:26

Seleção multicultural

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Semana passada, o leitor Victor me perguntou quais e quantos jogadores se naturalizaram para defender a seleção francesa, e eu respondi que ia pesquisar, porque tinha uma ideia de que eram muitos. E realmente são, em consonância com os fatos de o país ter sido uma potência imperial, com várias colônias na África e Américas, e de atrair muitos imigrantes destas colônias que se transformaram em pequenas e menos desenvolvidas nações.

Se incluirmos ainda os atletas nascidos na França mas com pais estrangeiros, a lista cresce muito. São os casos de Zinedine Zidane, Karim Benzema e Samir Nasri, de origem argelina, e Hatem Ben Arfa, cuja família é tunisiana.

No elenco atual dos Bleus, composto por muitos afrofranceses, temos, entre outros, estes países-fontes: Costa do Marfim: Abou Diaby; Guadalupe: Thierry Henry e William Gallas; Guiné-Bissau: Bafétimbi Gomis; Mali: Alou e Lassana Diarra; Martinica: Nicolas Anelka; Senegal: Bacary Sagna. Há, é claro, naturalizados: Florent Malouda nasceu na Guiana Francesa, vizinha do Brasil; Patrice Evra é senegalês; Steve Mandanda, congolês, e Jean-Alain Boumsong é camaronês.

Vamos a um breve recorrido histórico dos naturalizados: o artilheiro da Copa da Suécia de 1958 (13 gols em 6 jogos!), Just Fontaine, nasceu no Marrocos. No grupo que chegou à semifinal do Mundial de 1982, estavam o zagueiro Marius Trésor, de Guadalupe (ilha da América Central), e o meio-campo Jean Tigana, vindo do Mali.

A geração do primeiro título mundial (1998) tinha o lateral-direito Lilian Thuram, outro de Guadalupe, e os volantes Patrick Vieira, de Senegal, Marcel Desailly, de Gana, e Christian Karembeu, da Nova Caledônia (colônia na Oceania). Na equipe vice-campeã do mundo em 2006, estava o volante Claude Makélélé, originário do antigo Zaire, atual República Democrática do Congo.

**FALANDO EM SELEÇÃO, Raymond Domenech convocou ontem 23 jogadores para os duríssimos confrontos contra Romênia (dia 5) e Sérvia (dia 9), pelas Eliminatórias. Vieira está fora e Ribéry dentro. Para ver os nomes, CLIQUEZ ICI.

Henry, o da coxa acariciada (ui!), participou da conquista
de hoje do Barcelona, supercampeão europeu (Reuters)

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