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Posts com a Tag racismo

quinta-feira, 10 de abril de 2014 Franceses no Brasil, Franceses no mundo | 14:42

Anelka no Atlético-MG e Henry especulado no RB Brasil

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Incorpado às 17h41

Anelka e Henry foram figuras recorrentes na seleção francesa por um bom tempo, de 1998 a 2010

Anelka e Henry foram figuras recorrentes na seleção francesa por um bom tempo, de 1998 a 2010

Ter um francês famoso atuando por aqui já seria ótimo. Dois então nem se fale!

Anelka no Galo é uma realidade que pode se concretizar nos próximos dias. No domingo, o presidente do clube mineiro alardeou a contratação via Twitter, e o atacante pode desembarcar em BH para assinar contrato a qualquer momento.

O último clube de Nicolas foi o West Bromwich Albion, da Inglaterra, de onde saiu após uma celeuma enorme criada por uma comemoração de gol supostamente racista. Não causar problemas no Atlético será um grande passo para o negócio ser bem-sucedido, indo além de uma jogada de marketing. Que o ex-companheiro de PSG, Ronaldinho Gaúcho, ajude Anelka a não sair na mídia apenas por polêmicas e excessos extracampo, apesar do histórico dos dois veteranos… É importante não repetir o controvertido gesto da quenelle.

Henry no Red Bull Brasil, da região de Campinas (treina em Jarinu e joga nos estádios de Guarani e Ponte Preta), que conquistou nos últimos dias o acesso para a primeira divisão paulista, em 2015, ainda não é realidade, só “supositório”, como diria o CHAVINHO… Thierry atua no time norte-americano da franquia da Red Bull, o Nova York, e pelo que postei aqui recentemente, já estaria cogitando encerrar a carreira. Porém, hoje o colunista Flávio Ricco, do UOL, publicou que há conversas avançando para trazer o maior artilheiro da história da seleção francesa ao Paulistão do ano que vem, o que seria muito interessante.

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014 Extracampo, Franceses no mundo | 14:05

Anelka “causando” após comemoração polêmica na Inglaterra

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Os dois gols de Anelka contra o West Ham são os únicos dele em 12 partidas pela PL 2013/14 até aqui (Photo: LeMonde/AFP)

Os dois gols de Anelka contra o West Ham são os únicos dele em 12 partidas pela PL 2013/14 até aqui (Photo: LeMonde/AFP)

Marcar gols pelo pequeno West Bromwich Albion nas ligas e copas inglesas não daria tanta repercussão para Nicolas Anelka, que parece já ter entrado na fase descendente da carreira (não só pelos 34 anos, mas pelos recentes clubes pequenos por onde tem passado), quanto uma comemoração polêmica contra o West Ham, dia 28 de dezembro último, pela Premier League (Campeonato Inglês da primeira divisão).

Anelka fez o gesto da foto acima, denominado de quenelle, uma espécie de nazismo invertido. Para ele e os que o defendem, trata-se de uma referência a um amigo e comediante francês, Dieudonne M’bala M’bala, por sua postura “antissistema”, contra o establishment. Para os que o condenam, é um sinal antissemita, e portanto racista.

O problema é que a federação inglesa de futebol, a FA, o condenou, suspendendo-o por 5 jogos. Dieudonne também, tendo sido banido de entrar em território britânico. O humorista não conta com “ficha limpa” na França, onde tem ligação com a extrema direita (para piorar…).

O WBA também pode punir o atacante, depois de ter perdido o patrocínio máster da Zoopla ao fim da temporada. Segundo o site do Le Monde, a decisão tem a ver com a repercussão negativa do quenelle anelkiano.

O jogador, que além da suspensão não vem jogando porque se machucou no joelho, pediu uma audiência pessoal à FA, que terá três membros independentes e está prevista para a semana que vem, para se explicar, após negar o antissemitismo. Vamos ver se consegue sair menos manchado dessa…

Para saber mais do contexto que cerca o quenelle na França e na Europa, leia os textos Da cintura pra baixo é quenelle!, assinado por Jota Neto no Doentes por Futebol, e Anelka, La Quenelle e o que isso tem a ver com nazismo, de Felipe Lobo, no Trivela.

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quinta-feira, 5 de maio de 2011 Extracampo | 21:54

Crise na FFF pode respingar em Blanc. É o correto?

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Depois um 2010 pra lá de desgastante por conta do clima e campanhas péssimos na Copa do Mundo, 2011 parecia tranquilo pros lados da Federação Francesa de Futebol, com reformulação e bons resultados começando a surgir na seleção principal com Laurent Blanc.

Até a semana passada, quando uma bomba explodiu na entidade que gere o futebol francês e os estilhaços atingiram Blanc: vieram a público, pelo site Mediapart, declarações em reuniões da FFF que sugeriam a implementação, nos clubes e escolinhas do país, de cotas para limitar a formação de jogadores “não-brancos”, de ascendência africana e árabe. O objetivo seria ter, futuramente, uma seleção adulta mais “europeia”.

O técnico dos Bleus falava numa reunião sobre o peso crescente dos atletas com dupla nacionalidade e a necessidade de aumentar o número de jogadores mais técnicos frente aos físicos, geralmente de origem negra. “Atualmente, os grandes e potentes são os negros. É assim. É um fato. Deus sabe que nos centros de formação, nas escolas de futebol, há muitos (negros). Creio que temos que buscar outros critérios, modificar nossa própria cultura”, teria dito Blanc nesta reunião.

thuram_afp

Convidado a falar sobre o que Blanc disse no programa "Le Grand Journal" do Canal Plus, Lilian Thuram não poupou o colega de 1998: "É indesculpável" (AFP)

Claro que pegou mal, né? Uma investigação foi posta em curso e os fatos são que o diretor técnico François Blaquart já “rodou”, sendo suspenso pela federação, e cresceu a pressão para que Laurent Blanc perca o emprego. Ex-jogadores da seleção e torcedores de modo geral, porém, não são unânimes sobre a saída do treinador.

Não me parece que Blanc seja racista ou preconceituoso, acho que ele está é preocupado que a França forme basicamente jogadores fortes, muito bem preparados fisicamente mas fracos em termos de técnica e habilidade. Até porque esse cenário a gente vê no futebol atual, no qual o lado físico evoluiu, nivelando times fracos, medianos e bons, e os talentosos estão rareando, contados nos dedos.

O problema é que o técnico gaulês precisa dissociar esse perfil de jogador da questão racial, de origem étnica, assim como a diretriz da FFF para a formação de jogadores. Que as escolinhas valorizem e promovam os mais técnicos, independentemente da cor ou sobrenome, tudo bem, nada de errado. O que não pode é já taxar o cara de incapaz e reprová-lo por não ser “branco” e “europeu”…

Karim Benzema festeja gol contra Inglaterra recentemente. A maior aposta ofensiva da França hoje tem pais argelinos... (Getty Images)

Portanto, penso que o mais acertado, para contornar o caso, seria federação e treinador chamarem a imprensa, esclarecerem tudo que for preciso e Blanc não cair. Demiti-lo só para mostrar à opinião pública que a FFF tá agindo, pra preservar sua imagem, não me parece o melhor caminho, até porque o trabalho que já vem rendendo frutos na preparação dos Bleus pra Euro 2012 seria sensivelmente prejudicado sem seu comandante atual.

Agora, se de fato o lance das cotas procede, seja com anuência, conveniência ou determinação de Laurent e outros membros da federação, não terei como defendê-lo. E o país pode evitar, “burramente”, que surjam novos Zidanes, Henrys, Benzemas, Nasris, Maloudas, Evras… (relembre o que já escrevi sobre a multietnicidade histórica da seleção francesa). Além do fato de jogadores africanos ou árabes não quererem mais servir à seleção, se recusando, com razão, a fazer parte e lutar por uma entidade que os repele – vale lembrar que, sobre o fiasco na África do Sul no ano passado, foi especulado que os atletas negros se rebelaram contra o comando francês por não se sentirem à vontade em representar a França, uma das ex-potências coloniais na África…

Qual sua opinião sobre o caso? O que faria para sanar mais essa crise no futebol francês?

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quinta-feira, 1 de julho de 2010 Extracampo, Seleção francesa | 21:47

O lado cruel da França

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O racismo e a xenofobia em si já são repugnantes. Quando manifestados criticando uma seleção que deve muitas de suas glórias aos imigrantes que a compõem, como a França, se aproximam da estupidez total.

Vejam o que aconteceu na sede da Federação Francesa de Futebol e comente abaixo sobre esse ato inaceitável.

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sábado, 13 de fevereiro de 2010 Extracampo, Franceses no mundo | 16:43

As más notícias da semana

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Antes que a semana se encerre, dois registros a se lamentar.

Primeiro, Gervinho, logo o marfinense do qual encho tanto a bola! Na quinta-feira, o atacante do Lille se acidentou com sua moto, colidindo com outro carro em Lille. Chegou a polícia francesa para conferir os documentos dele, e eis a revelação: a carteira de habilitação era falsa.

Gervinho reconheceu ter comprado o documento em Abidjan, na Costa do Marfim, mas não deixou de ser detido e ter que dar esclarecimentos. Felizmente, foi liberado, relacionado e escalado para o dérbi do norte francês entre Lille e Boulogne, neste sábado. Dentro de campo, precisa esquecer a decepção com sua seleção na Copa Africana de Nações e recuperar o faro de gol após um período de estagnação na artilharia. Fora dele, precisa usar um pouco mais a cabeça…

Não é novidade, mas é sempre repugnante

A capa do livro

A capa do livro

Segundo, Lilian Thuram. Nada contra o recordista de jogos pela França (142), de 38 anos, que nada fez de errado, muito pelo contrário. O que revolta no caso do ex-jogador é a forte acusação de que o racismo contamina a Itália, onde o ex-zagueiro e lateral atuou por dez anos. Não é possível que ele esteja exagerando; o que ganharia com isso?

“O racismo no futebol italiano é reflexo do racismo presente na sociedade”, disse Thuram, no lançamento do seu livro “Mes étoiles noires” (“Minhas estrelas negras”, em português). Ele fez referência a um cântico de torcedores da Juventus, cujo trecho é “um negro não pode ser italiano”. No livro, inclusive, Thuram fala das poucas referências de sucesso de cor negra que influenciaram a humanidade em suas épocas. Muito legal e surpreendente até para um ex-boleiro.

Não por acaso, foram justamente irracionais fãs da Vecchia Signora que ofenderam de forma racista, mais de uma vez, o atacante Mario Balotelli, da Inter de Milão, nos últimos confrontos entre as equipes – Balotelli ainda foi repreendido e multado por aplaudir ironicamente torcedores do Chievo que o insultaram numa partida recente!

A ignorância e crueldade inerentes a comportamentos racistas não combinam com um povo festivo e alegre como o italiano. Não combinam com nenhum povo, pra falar a verdade. Não fazem sentido no ser humano. Que triste.

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