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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011 Brasileiros contra a França, Copa do Mundo, Ex-jogadores, Seleção francesa | 17:55

France vs Brésil: História é o que não falta

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Quarta-feira agora, cotidianamente conhecida como amanhã, as seleções masculinas de futebol de França e Brasil farão o 14º confronto desde sempre. A vantagem é ligeiramente brasileira: cinco vitórias, contra quatro francesas (21 gols canarinhos, 18 bleus). Foram quatro empates também, o que permite enxergar bastante equilíbrio no retrospecto.

Se bem que, nos últimos cinco embates, nada de vitória brasuca – a última foi há quase 20 anos, em 1992. De todos os participantes do jogão que se aproxima, cinco são os personagens que já disputaram um França x Brasil: Laurent Blanc, Eric Abidal, Alou Diarra, Florent Malouda e Robinho. O único francês que perdeu foi o técnico, quando era jogador, ainda no século 20…

Eis os duelos:

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"Para a eternidade", sobre 12/07/1998 (Zidane, Djorkaeff e Petit na foto)

01/07/2006França 1 x 0 BrasilCopa do Mundo (Alemanha)
Apesar da desvantagem histórica, a última lembrança, entretanto, é doce para os europeus e catastrófica para os sul-americanos. A maestria de Zinedine Zidane e o gol de Thierry Henry em Frankfurt classificaram a França para a semifinal, mandando o Brasil de Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká para casa na Copa. Quer rever os melhores momentos? Vídeo no pé do post! (com Galvão Bueno é mais gostoso…)

20/05/2004 – França 0 x 0 BrasilAmistoso (Saint-Denis)
Comemoração do centenário da Fifa, com os então campeões do mundo e da Europa em campo. Uniformes à moda antiga, pompa e circunstância, mas nada de gols, até porque Grégory Coupet foi muito bem.

07/06/2001Brasil 1 x 2 FrançaCopa das Confederações (Suwon, Coreia do Sul)
Semifinal do torneio ocorrido um ano antes do Mundial asiático. Pirés abriu o placar, Ramon empatou para a seleção de Emerson Leão (que tinha Leomar, Carlos Miguel, Robert e outros craques) e Desailly deu a vitória aos franceses.

12/07/1998 – França 3 x 0 BrasilCopa do Mundo (Saint-Denis) 
Eis que o mundo da bola conhece e reverencia Zizou – premiado, dias atrás, com o Laureus por sua carreira no esporte – autor de dois gols e vencedor de um duelo que não houve com Ronaldo, na época ainda Ronaldinho. Petit fechou o caixão do time do mestre Zagallo (veja o que o ex-volante faz da vida hoje). No último domingo, a edição impresa do L’Équipe relembrou o fato. O vídeo está lá no pé (tem Galvão? mas é claro!)

03/06/1997 – França 1 x 1 BrasilTorneio da França (Lyon)
Partida inaugural do mini-campeonato, que reuniu ainda Inglaterra (a campeã) e Itália. Roberto Carlos abriu o placar com aquela célebre bomba que fez uma impressionante curva para vencer Barthez. No segundo tempo, o empate veio com o obscuro Marc Keller, atacante que passou por clubes medianos nos anos 1990 e atualmente é dirigente do Monaco. Em seis jogos pelos Bleus, seu único gol foi aquele propiciado pelo rebote de Taffarel.
 
26/08/1992 – França 0 x 2 Brasil Amistoso (Parc des Princes, Paris)
Não me lembro deste jogo (tinha 10 anos na época…), nem achei vídeo no YouTube. Os Bleus, que tinham demitido Michel Platini do comando da equipe quase dois meses antes, foram comandados por Gerard Houllier, com Aimé Jacquet como preparador físico. O time já tinha os futuros campeões mundiais Blanc, Deschamps e Petit, assim como Papin e Ginola lá na frente. 

 
 

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Platini precedeu Zidane no posto de "francês mais odiado pelos brasileiros no futebol"

21/06/1986 Brasil 1 (3) x 1 (4) França Copa do Mundo (México)
Embora o estádio Jalisco tenha sido o principal palco do tricampeonato mundial em 1970, a última aparição canarinho por lá em Copas teve sabor amargo para a torcida brasileira: no duelo dos craques de então, Michel Platini deixou Zico para trás nas quartas-de-finais em Guadalajara, quando o Galinho perdeu pênalti, defendido por Joel Bats, que alteraria o placar de 1 a 1 no tempo normal e poderia ter evitado a posterior disputa por penalidades. Platini marcou o único gol sofrido pelo Brasil na Copa nos 90 minutos regulamentares. 
 
15/05/1981 – França 1 x 3 Brasil – Amistoso (Parc des Princes)
Zico, Reinaldo e Sócrates decretaram a vitória brasileira, com Didier Six descontando perto do final para os Bleus, que tinham Jean Tigana, hoje técnico do Bordeaux, naquele grupo.

01/04/1978 – França 1 x 0 Brasil – Amistoso (Parc des Princes)
Michel Platini decidiu aos 41 minutos do 2º tempo.
 
30/06/1977
 – Brasil 2 x 2 FrançaAmistoso (Maracanã, Rio de Janeiro)
Edinho e Roberto Dinamite deixaram os brasileiros em vantagem, mas Didier Six e Marius Trésor igualaram o placar final. Platini jogou os 90 minutos, assim como Bernard Lacombe, então atacante e posteriormente treinador e dirigente do Lyon.

28/04/1963França 2 x 3 BrasilAmistoso (Olympique des Colombes, Paris)
Os três gols brasileiros constam no currículo de um tal de Edson Arantes do Nascimento…

24/06/1958 – Brasil 5 x 2 FrançaCopa do Mundo (Suécia)
Just Fontaine, artilheiro do Mundial com incríveis 13 gols em 6 jogos (recorde até hoje), fez um dos gols franceses em Estocolmo. Raymond Kopa deu passe para os dois tentos gauleses. Mas Pelé, três vezes, Vavá e Didi arruinaram o sonho europeu de chegar à final. No YouTube dá para assistir a essa relíquia histórica, dividida em várias partes (procure por “World Cup 1958 Full Game Semifinal Brazil vs France”).

01/08/1930 – Brasil 3 x 2 FrançaAmistoso (Laranjeiras, Rio de Janeiro)
Primeiro duelo da história, vitória dos anfitriões de virada.

*Mais curiosidades sobre Brasil x França, como as comparações dos valores de passe de todos os jogadores convocados pro jogo de amanhã, você acha no blog Futebol em Números, do iG.

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010 Franceses no mundo, Torneios europeus | 17:58

Lille obtém vaga na Liga Europa. PSG avançou em primeiro

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Primeiro, os jogos de quarta: Karpaty 1 x 1 PSG e Sevilla 2 x 2 Borussia Dortmund.

Empate na Ucrânia e liderança assegurada do grupo J, o que pode colocar rivais menos espinhosos no caminho do PSG na próxima fase da Europa League, cujo sorteio acontece na sexta-feira, assim como o da Liga dos Campeões da Europa. Foram necessárias bola e linhas laranjas no gramado pela intensa neve em Lviv. Claro que estava um frio de gelar, apesar de ter visto uns loucos sem camisa torcendo pro Paris na arquibancada… 

Sem boa parte dos titulares (Nenê, Hoarau, Makelele, Chantôme, Sakho e Edel) e com muitos garotos no banco, o Saint-Germain abriu o placar com Luyindula, aos 39 minutos iniciais, após boa jogada de Ceará, que roubou a bola, cruzou, Erding dividiu com a zaga e a bola sobrou limpa para o meia, que não pegou firme mas conseguiu vencer o goleiro Tlumat. Porém, antes mesmo do intervalo, Fedetskiy bateu forte em cobrança de falta e Coupet se atrapalhou todo, deixando a bola passar a risca do gol – provavelmente ela deveria estar assaz escorregadia. Mas seria o caso de manter Edel como titular mesmo…?

A impressionante série invicta do PSG está mantida: agora são 12 jogos sem derrota, que aconteceu pela última vez no dia 24 de outubro (2 x 3 contra o Auxerre). Finalizando o grupo, o Sevilla empatou em casa contra o Borussia Dortmund e ficou com a segunda vaga da chave. Assim, os zagueiros franceses Julien Escudé e Mohamadou Dabo seguem na competição.

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Péguy Luyindula caiu no gélido gramado, mas pelo gol valeu o sacrifício (AFP)

Agora, as partidas desta quinta: Lille 3 x 0 GentLevski 1 x 0 Sporting.

Com neve caindo na França, dá-lhe bola laranja. Precisando de qualquer forma da vitória, o Lille partiu pra cima, com Túlio de Melo no ataque e Sow no banco. De tanto pressionar, o time da casa se aproveitou de uma bobeada do zagueiro Suler, que tocou curto, talvez se esquecendo do gramado escorregadio, e deixou Obraniak na cara do goleiro Jorgacevic: o polonês driblou e só tocou para fazer 1 a 0 aos 30 minutos. As chances de aumentar o placar apareceram, duas bolas acertaram a trave do Gent, mas o marcador ficou daquele jeito na saída para o intervalo, o que me deixou temoroso com aquele “quem não faz, toma…”

O segundo tempo começou com neve mais intensa, dificultando ainda mais o andamento da partida, com 1 grau negativo no Lille-Métropole. Pelo menos, se a bola não mais colaborasse, o LOSC já tinha o resultado que precisava. Mas 1 a 0 nunca é seguro, e parece que a defesa belga novamente “entendeu o recado”: se atrapalhou ao trocar passes na intermediária, Frau roubou a bola de Lepoint, invadiu a área e tocou no contrapé de Jorgacevic aos 11 minutos.

Logo em seguida, Hazard sentiu lesão e pediu substituição, dando lugar a Sow, artilheiro da Ligue 1. Porém o ataque lilleano seguiu agudo, trazendo novos perigos ao adversário, inclusive com uma bola laranja na trave branca. Até que o terceiro gol veio, curiosamente pela primeira vez numa jogada toda do LOSC, sem “presentes” da defesa rival: Sow foi lançado no “costado da zaga”, como gostam de dizer os narradores e comentaristas da Band (rs), driblou o goleiro e só não entrou com bola e tudo porque foi humilde… Vendido no jogo, o La Gantoise, como dizem os franceses, acabou levando de 3 e viu o Lille se juntar ao Sporting Lisboa, que mesmo perdendo para o Levski Sofia (1 a 0, na Bulgária) se classificou em primeiro no grupo C.

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Pierre Alain Frau supera Marko Suler e mete a laranjinha pra dentro (Reuters)

 

Patrick Vieira
Hoje o volante do Manchester City disputou seu centésimo jogo por competições europeias. É o sexto francês nesse quesito, atrás de Thierry Henry (138 partidas, hoje nos EUA), Claude Makelele (PSG), Lilian Thuram (aposentado), Zinedine Zidane (idem) e Robert Pires (Aston Villa). O City empatou contra a Juventus, com gol do brasileiro Jô, e também segue no páreo pelo título europeu, ao contrário da Vecchia Signora.


*SORTEIOS: LIGA DOS CAMPEÕES E LIGA EUROPA*
Amanhã, sexta-feira, tanto PSG e Lille como Lyon e Olympique de Marselha conhecerão seus adversários nas oitavas de finais dos dois torneios continentais. ESPN transmite ao vivo, às 9h de Brasília, o sorteio da Champions League, que será seguido pelo da Europa League, por volta das 10h.

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010 Franceses no mundo | 10:01

Samir Nasri x William Gallas

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Aconteceu no sábado, no clássico londrino entre Arsenal e Tottenham pela Premier League. Dos vários franceses que compõem as equipes inglesas, rivais tradicionalíssimas, dois se estranharam antes da bola rolar: o meia Samir Nasri, 23 anos, e o zagueiro William Gallas, 33. Animosidade que partiu do primeiro, quando se recusou a cumprimentar o segundo conforme o protocolo manda e podemos comprovar no vídeo abaixo – repare na “esnobada” de Nasri quando se aproxima de Gallas:

Pelo que sei, o transcorrer do jogo não evidenciou nenhum lance ou momento ríspido entre os dois, e os fatos visíveis pararam por aí. Depois, Gallas não negou a “ignorada” de Nasri, mas pareceu não ficar muito irritado, até porque esperava por hostilidade e considerou generosa a recepção que teve da torcida do Arsenal, time que defendeu por quatro temporadas, até meados deste ano, antes de partir para o rival. Disse o zagueiro: “Acho que ele é jovem ainda, você tem que entendê-lo. Foi lamentável essa reação dele. Sim, vamos apenas dizer que foi vergonhoso para ele”.

Porém, o meia dos Gunners não se preocupou em apaziguar a situação: “Eu nunca desceria tão baixo como ele para trocar o Arsenal por seu pior inimigo”, afirmou, acirrando a rivalidade entre os clubes. Mas segundo a imprensa inglesa, o descontentamento de Samir com William tem origens mais antigas, remontando à seleção francesa que disputou a Eurocopa de 2008. Já experiente naquele grupo, o zagueiro teria mencionado em sua autobiografia “a insolência de um rapaz não identificado, que passou a ser conhecido como Nasri”.

Pelo que se apurou na época, Gallas e Thierry Henry, outro jogador tarimbado nos Bleus, não aprovaram o comportamento dos jovens Nasri e Karim Benzema nos bastidores daquele torneio continental, apelidando-os de “pequenos imbecis”. A consequência é que, mesmo companheiros de Arsenal desde a competição na Áustria/Suíça, Nasri e Gallas não se falaram mais, e o primeiro chegou a dizer que outros colegas de clube evitavam conversar com o zagueirão e aproveitar o vexame de Henry, Gallas e companhia na Copa 2010 para pedir respeito aos mais jovens, questionando a postura dos trintões.

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Gallas e Nasri, outrora colegas, hoje desafetos (Arte: Le Blog du Foot)

Aí a consequência foi o non-shaking-hands, repetindo o que Wayne Bridge, do Manchester City, fizera com John Terry, do Chelsea, pelo mesmo Campeonato Inglês, em fevereiro deste ano. A diferença é que Bridge ganhou o jogo e não mais falou sobre o caso, enquanto Nasri perdeu para Gallas no último sábado e ainda comentou: “Há altos e baixos na vida e admiro o modo pelo qual um jogador se mantém leal a seu time. Não consigo me imaginar deixando meu time para jogar no seu maior inimigo. Há muitos outros clubes, clubes em Londres até. Mas jogar no Tottenham? Não posso compreender”.

Pelo jeito, uma trégua nessa guerrinha pública (besta, a meu ver) ainda está longe do fim…

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010 Franceses no mundo, Torneios europeus | 20:53

Chocolate do Marselha e arroz com feijão do Auxerre

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As atuações de Gignac e do goleiro Dubravka contrastaram gritantemente, como nessa foto da agência Reuters

Bela quarta-feira para os times franceses na Liga dos Campeões da Europa, numa semana em que tudo se inverteu em relação às duas primeiras rodadas: Lyon perdeu, Marselha e Auxerre ganharam. Com placares beeeem diferentes, mas em circunstâncias favoráveis, reanimando-os no principal torneio do continente.

E que goleada ACACHAPANTE do Olympique: 7 a 0 no MSK Zilina, e na Eslováquia! Foi a segunda maior vitória da história da Uefa Champions League, atrás apenas de Liverpool 8 x 0 Besiktas, em 2007. O Marseille ainda alcançou os recordes de maior vitória fora de casa ao final da partida e nos primeiros 45 minutos de jogo, quando já estava 4 a 0.

Particularmente, quem não se esquecerá desta noite de terça-feira será André-Pierre Gignac, aplaudido e substituído na segunda etapa por Brandão. Depois de marcar apenas um gol em dez jogos disputados na atual temporada, entre Ligue 1 e Champions, o atacante ex-Toulouse renasceu: fez um hat-trick e se tornou o quarto francês a obter tal marca na competição, depois de Franck Sauzée (esse eu não conhecia), Thierry Henry e Sylvain Wiltord. Lucho González marcou dois, Gabriel Heinze e Loïc Rémy completaram o placar com um tento cada.

Como era esperado, o Chelsea não tomou conhecimento do Spartak Moscou: 4 a 1 no Stamford Bridge, em resultado excelente para a pretensão de classificação do OM. Curiosamente, entre os que mais ajudaram o time francês no jogo de Londres estão o francês Nicolas Anelka (agora vice-artilheiro geral*), autor de um gol, e Didier Drogba, ex-Olympique, com um gol (de pênalti) e uma assistência (cruzamento perfeito para o cabeceio de Ivanovic). Agora, Marselha e Spartak empatam em pontos, mas o enorme saldo de gols do time francês não o coloca na frente porque, no confronto direto (1º critério de desempate), a vantagem é russa, pela vitória por 1 a 0 no Vélodrome. Portanto, é mais do que recomendável aos comandados de Didier Deschamps uma vitória em Moscou, na próxima rodada, dia 23.

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Julien Quercia tenta evitar, sem sucesso, a comemoração nada máscula de Valter Birsa e Frédéric Sammaritano (Reuters)

Bem mais magra, porém tão importante quanto, foi a vitória do Auxerre sobre o Ajax no L’Abbé-Deschamps, por 2 a 1. O AJA abriu o placar logo de cara, quanto Frédéric Sammaritano não quis saber da fama religiosa do seu nome e chegou com tudo num chute-dividida que virou gol nos primeiros minutos. A pressão holandesa foi intensa, Luiz Suárez deu um trabalhão e o empate veio de cabeça (com o beque Alderweired), no segundo tempo. Quando tudo parecia resolvido, porém, Kamel Chafni foi espertaço após sofrer falta no ataque: bateu rapidinho, colocando Steeven Langil na cara de Stekelenburg, e a rolada por baixo do arqueiro deu a vitória aos anfitriões.

Uma vitória do Real Madrid sobre o Milan seria perfeita para o sonho auxerrense, mas até que o empate por 2 a 2 no San Siro não foi ruim, pois a equipe francesa (3 pontos) está a apenas dois pontos do time italiano, vice-líder do grupo G (o Ajax tem 4). Como o Auxerre receberá os rossoneros na próxima rodada, pode ultrapassá-los na tabela em caso de vitória e, se o Real bater ou empatar com o Ajax na Holanda, subirá para uma surreal segunda posição na chave da morte! Como o futebol está sempre sujeito a acasos e imprevistos, o que custa sonhar?

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Pinceladas sobre o que fizeram os jogadores franceses que atuam fora da França: 

– Ontem, Gabriel Obertan anotou um belo gol na vitória do Manchester United sobre o Bursaspor (3 a 0)

– Como disse o Filipe nos comentários, Karim Benzema foi o responsável pela assistência para o gol que salvou o Real Madrid da derrota na Itália. No fim de semana, pelo Campeonato Espanhol, ele também foi fundamental para o sucesso do time, que venceu o Hércules de Trezeguet (que abrira o placar) de virada.

Jérémy Menez abriu o placar para a Roma contra o Basel, finalizando com categoria. Acabaria 3 a 2 pró-giallorossi na Suíça.

Gael Clichy vacilou feio no lance que redundaria no segundo gol do Shakhtar Donetsk sobre o Arsenal, o de Eduardo, perdendo a bola na defesa, perto da linha de fundo. Os Gunners levaram 2 a 1 na Ucrânia.

*Com 5 gols em 4 jogos, Anelka está empatado com Lionel Messi (Barcelona) e atrás apenas de Samuel Eto’o (Inter de Milão), que tem 7.

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010 Extracampo, Franceses no mundo | 08:32

Arséne, o número 1

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O técnico com Samir Nasri, um dos tantos franceses do Arsenal: Wenger é o grande responsável pela evidente "francelização" do time nos últimos anos (AP)

Treinador do seu quase homônimo Arsenal, o francês Arséne Wenger encabeça o ranking da IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, na sigla em inglês) de maiores treinadores do futebol mundial na primeira década do século 21. A lista foi formada com base em votos coletados em todos os continentes, a cada final de ano entre 2001 e 2009.

Logo depois de Wenger, vem outro técnico consagrado pelo futebol inglês: o escocês Alex Ferguson, “insaível” do Manchester United. Abaixo, aparecem o estrelinha José Mourinho (Real Madrid), Guus Hiddink (seleção da Turquia), Fábio Capello (seleção da Inglaterra) e o nosso Luiz Felipe Scolari, o familiar Felipão. O segundo melhor francês da relação é Gerard Houllier (Aston Villa), vigésimo. Veja os 20 primeiros e a colocação dos brasileiros

Natural de Strasbourg, na região da Alsácia (fronteiriça com a Alemanha), Arsène Charles Ernest Wenger completa 61 anos nesta sexta-feira, 22 de outubro. Começou tarde no futebol profissional (24 anos), como zagueiro, jogando em divisões inferiores até chegar à Ligue 1 pelo Racing Strasbourg, onde conquistou o único título nacional da história do clube (1978/1979). No mesmo Racing, fez a transição para a carreira de técnico, ainda com 30 e poucos anos.

Seu primeiro posto como treinador principal foi no Nancy, em 1984. Três anos depois chegou ao Monaco, por onde conquistou a Ligue 1 de 1987/1988 e foi vice duas vezes (1990/1991 e 1991/1992), atrás do Olympique de Marselha em ambas. Lá, revelou o então moleque Thierry Henry para o futebol profissional… Recusou propostas de Bayern de Munique (Alemanha) e seleção francesa e passou uma temporada no Japão, comandando o Nagoya Grampus, antes de chegar ao Arsenal em 1996  – reencontraria Henry em 1999, anos antes do atacante viver grande fase no time do bairro de Highbury (nome dado ao estádio do clube, antes de virar Emirates).

Entre 1998 e 2005, os Gunners tiveram desempenho impressionante no Campeonato Inglês com Wenger: sempre foram ou campeões (1998, 2002 e 2004) ou vices (1999, 2000, 2001, 2003 e 2005) na Premier League! Ele alcançou ainda a final da Liga dos Campeões da Europa em 2006, caindo diante do Barcelona de Ronaldinho Gaúcho, que venceu com gol de… Juliano Belletti!

Depois de mais de 800 jogos pelo time londrino, o técnico segue por lá mas admitiu, recentemente, a possibilidade de voltar ao futebol francês, mais especificamente para o PSG. Torceremos!

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010 Franceses no mundo | 17:15

Desnecessário, heim, Henry?

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Pouco depois de chegar à redação do iG nesta tarde de sexta-feira, fui informado “da última” de Thierry Henry, ontem à noite. No jogo do seu New York Red Bulls contra o Dallas FC, pela Major League Soccer (MLS), ele protagonizou um infeliz lance após gol do seu companheiro Mehdi Ballouchy: foi chutar a bola para comemorar, com a partida parada, quando o goleiro rival, Kevin Hartman, também colocou o pé na bola, provavelmente para recolocá-la em jogo.

Conclusão: Hartman no chão, com lesão no ligamento do joelho direito. “Foi algo estúpido”, disse Henry, que ao menos se desculpou pela cagada. Dá próxima vez, pensa um pouco antes…

O vídeo do lance:

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010 Franceses no mundo | 01:18

Henry + Kiss

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Thierry Henry deve ter faturado mais uns “trocos” ao emprestar o rosto para chamar a venda casada de ingressos para um jogo do seu New York Red Bulls e um show da banda de rock Kiss, nos Estados Unidos, agora em setembro. Não tem cabeleira de roqueiro, mas tem estrela o francês, mesmo fora da elite do futebol… (valeu pela dica, Mario Andre Monteiro!)

Henry pintado de Kiss

Henry pintado de Kiss (Foto: site Mundo Deportivo)

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sexta-feira, 23 de julho de 2010 Franceses no mundo | 12:10

Henry estreia com gol

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Henry Stammler Red Bulls

Todo pimpão, o francês comemora ao lado de Seth Stammler (Reuters)

Estreia de Thierry Henry com a camisa do New York Red Bulls. Partida contra o Tottenham, da Inglaterra, nos Estados Unidos, por quadrangular amistoso que envolve ainda Manchester City e Sporting de Lisboa. Placar: 1 a 2. Quem marcou o gol do time de New Jersey? Ele, o camisa 14!

Aproveitando boa jogada e cruzamento de Joel Lindpere, pela esquerda do ataque, Henry desviou de carrinho, mandando no canto do goleiro rival aos 25 minutos do primeiro tempo. Antes, nos primeiros minutos, ele havia perdido chance claríssima de marcar. Mas a equipe inglesa viraria o placar no segundo tempo, com Keane e Bale.

O resultado não foi dos melhores para a torcida presente na Red Bull Arena. Mas a passagem de Henry, ainda fora de sua melhor forma, pelos States promete ser auspiciosa!

Assista ao vídeo do lance do gol e da “marra” do francês na comemoração com a torcida no site da Major League Soccer (tentei publicar aqui, mas não rolou). Foi marrento ou não?

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quarta-feira, 14 de julho de 2010 Franceses no mundo | 12:31

Ele vai fazer a América?

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henry camisa red bulls

A primeira pergunta é quanto Henry vai vender nos EUA, e não o quanto vai vencer em campo... (Foto: Site oficial do NYRB)

Como há vários meses se especulava, Thierry Henry vai para o futebol norte-americano. Sua camisa agora é a do New York Red Bulls, depois de três temporadas pelo Barcelona. Depois de ir crescendo no futebol europeu – Monaco, Juventus, Arsenal e Barça -, o maior artilheiro da seleção francesa, reserva nos últimos tempos de Espanha e de Bleus, busca dias melhores onde possa voltar a ser estrela e titular, como se imagina na MLS (Major League Soccer), ainda engatinhando em termos de qualidade.

A liga investe alto, trazendo nomes como David Beckham e Henry, para ver se engrena no soccer – pelo menos a seleção dos EUA já superou o estágio da mera figuração em Copas do Mundo. No Red Bulls, o francês de 32 anos terá a companhia do colombiano Juan Pablo Ángel, de 34, no ataque. Esperemos que Thierry faça algo mais do que ganhar dinheiro fácil desfilando marketing em meio a adversários de baixo nivel técnico.

O site oficial do NYRB saúda a chegada do “novo touro vermelho” e já disponibiliza camisas para venda antes mesmo do reforço entrar em campo, como é natural no mundo do futebol de hoje, no qual a necessidade de fazer caixa vêm na frente do desempenho nas quatro linhas, right?

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quinta-feira, 24 de junho de 2010 Copa do Mundo, Seleção francesa | 01:22

Maradona = Henry = Luís Fabiano

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Uma das coisas que mais se ouviu da imprensa depois da eliminação da França na Copa 2010, além de se dizer que foi justa pela decepcionante campanha que fez na África do Sul (adjetivos com os quais concordo), foi que se tratava de um punição merecida para quem “não merecia estar no Mundial” por causa da classificação “roubada” contra Irlanda por causa do gol irregular via mão de Henry.

Alto lá! Não se chega a uma Copa do Mundo só por causa de um lance ilegal. Primeiro, os Bleus ficaram em segundo lugar em sua chave nas eliminatórias europeias pelo futebol dentro de campo. Alcançaram a repescagem, assim como a Irlanda, por merecimento.

Segundo, é preciso lembrar que, quando Gallas marcou aquele gol que não deveria ter sido validado, o jogo estava 1 a 0 para a Irlanda, na prorrogação. Como a partida de ida, em Dublin, foi 1 a 0 para a França, a decisão se encaminhava para as penalidades máximas. Ou seja, nada estava decidido se o juiz da ocasião, o sueco Martin Hansson, não tivesse falhado feio. A Irlanda não estava se classificando, nem a França – ou alguém é favorito na disputa por pênaltis? A vitória tanto poderia ser verde quanto azul. Então, que ninguém se assegure que os franceses não mereceram estar na Copa da Jabulani, pois se trata de uma meia verdade.

Meia verdade é argumentar também que Hansson roubou a Irlanda. Foi um erro de arbitragem até que se prove o contrário. Ou foi demonstrado que o sueco estava mal intencionado? O que se sabe é que foi um erro crasso, como outros tantos que todos nós lembramos da nossa memória futebolística.

E outra: se vale o julgamento que os franceses foram sujos e antiéticos porque se valeram de uma “trapaça” na regra legalizada pela arbitragem, então Maradona (e os argentinos) e Luís Fabiano (e os brasileiros) também foram sujos e antiéticos, os primeiros em 1986 (“La Mano de Diós”) e os segundos no último domingo (“A Mão Santa”, contra a Costa do Marfim.

Nenhum francês chegou ao juiz depois do gol de Gallas para dizer: “anule, foi ilegal”, como sugeriu a revolta do resto mundo na época. Só que nenhum argentino fez isso na última Copa do México. E todos vimos que o Fabuloso negou para o árbitro que tenha usado o braço no segundo gol dele contra os marfinenses, mentindo sem se sentir mal por isso – muitos até riram disso, bem longe de lembrar que o brasileiro poderia ter confessado a infração.

Aos brasileiros que pensaram: “que sacanagem aquela do Henry, deveriam ter dito a verdade ao juiz”, vejam: enquete aqui do iG perguntou, depois de Brasil 3 x 1 Costa do Marfim, se Luís Fabiano deveria ter confessado ou não ao árbitro francês a irregularidade do seu gol. O que apontaram 69% dos internautas votantes? “Não”. 31% escolheram “Sim”. Na imprensa brasileira, vi quem dissesse: “Ah, não se comparam as situações de Henry e Fabiano, as circunstâncias são bem diferentes…”. Como se a ética tivesse um valor na fase de classificação e outro no mata-mata!

Se o brasileiro acha normal enganar o juiz para sair com vantagem marcando um gol ilegal, e azar do árbitro se ele não viu, que não condene o argentino, o francês e qualquer outro estrangeiro que pense ou aja igual. Um peso, uma medida!

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