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sexta-feira, 25 de março de 2011 Eliminatórias da Eurocopa, Seleção francesa | 19:14

Vitória clássica, obrigação cumprida

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Rami faz "cuti-cuti" no assistente Nasri depois do gol de Mexès, o louro (AP)

Estreando novo uniforme número 1 (camisa e calção azuis, meião vermelho) e capitão (o jovem Samir Nasri), a França derrotou Luxemburgo no “evento esportivo do ano” no minúsculo país. Philippe Mexès, de cabeça, e Yoann Gourcuff, de pé esquerdo, construíram os 2 a 0 que bastaram para que os Bleus chegassem a 12 pontos e mantivessem a liderança do grupo D das Eliminatórias para a Eurocopa 2012 independentemente das duas partidas de amanhã pela chave.

O início de jogo teve muitos passes laterais por parte da França, com dificuldade para penetrar na acirrada marcação adversária. Com o tempo, Luxemburgo se animou, foi mais ao ataque e animou os torcedores presentes no acanhado estádio.

Aos 18 minutos, primeira boa jogada francesa, quando Sagna foi à linha de fundo, cruzou com perigo no meio da área e Malouda finalizou errado, desperdiçando grande chance ao mandar a bola por cima do gol. Aos 28, falta perigosa perto do bico da grande área. Mexès sinaliza para Nasri onde ele deve colocar a bola. A cobrança vem no ponto e o zagueiro da Roma testa firme pra rede, facilitado pela desorganizada marcação dos “luxes”: 1 a 0. 

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"Abidal, pensamos em você. Coragem!", diz a camisa do substituto de Eric, Patrice Evra

A vantagem trouxe mais tranquilidade para os franceses, ainda protagonistas das principais chances de gols. Aos 38, Ribéry enfiou bela bola para Malouda, que acabou demorando para arrematar, sendo travado dentro da área. Três minutos depois, Benzema arrancou em contra-ataque, deixou um marcador na saudade mas telegrafou a finalização de chapa, interceptada antes de chegar ao gol.

Sem alterações da parte de Laurent Blanc no intervalo, a França v0ltou a campo para ver se conseguia ao menos mais um gol e o sossego para garantir os três pontos. Luxemburgo não mudou sua proposta de jogo, tentando aproveitar roubadas de bola para sair com velocidade. Nasri acabou sendo presa para a marcação anfitriã, até se machucando aos 12 minutos. Aos 19, bom escanteio batido por Malouda, Rami subiu bonito de cabeça, mas estava longe do gol e permitiu a defesa sem rebote do goleiro. No minuto seguinte, bonita jogada individual de Benzema, habilidoso para abrir espaço entre os rivais, porém o chute foi para a rede do lado de fora.

A tranquilidade esperada veio aos 27, quando Mexès lançou boa bola para Ribéry na esquerda, o meia-atacante do Bayern abriu espaço para cruzar, a zaga rebateu mal, para o meio, e Gourcuff apareceu finalizando de primeira, pegando o goleiro no contrapé: 2 a 0. As chances de aumentar o escore não cessaram, com o desânimo que abateu Lux. Com 32, nova boa jogada de Ribérra, colocando Malouda em ótimas condições. Só que a finalização foi toda errada e nem a complementação de Benzema, livre, acertou o gol.

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Ribéry andou se irritando no 2º tempo com a marcação, mas foi melhor do que no 1º (AFP)

Nos minutos finais, Luxemburgo arriscou um tudo ou nada, depois de ter feito as três alterações, e trouxe alguma preocupação para Lloris. Por outro lado, deu espaços e Benzema e Ribéry tiveram mais oportunidades, não aproveitadas. Não precisava, pois a vitória foi assegurada depois de ouvirmos, nos minutos finais, os franceses cantando a bonita Marselhesa na arquibancada… A se destacar que Blanc não quis ou precisou mexer no time, que apresentou bom preparo físico.

Sub 21 bem também
Ontem, os “Espoirs” da França conquistaram uma vitória que merece ser registrada. Foi amistoso, mas foi contra uma seleção de respeito e que vem revelando muitos talentos: 3 a 2 na Espanha em Reims, com dois gols de Emmanuel Rivière, atacante do Saint-Etienne, e um de Magaye Gueye, do Everton.

Erick Mombaerts utilizou Gorgelin; Corchia (capitão), Stambouli, Mangala e Makonda; Guilavongui, Pajot (Varane), Saivet e Griezmann (Sylla); Gueye (Cabella) e Rivière. Resultado ótimo para ganhar confiança na preparação para as Eliminatórias da Euro sub 21, que começam em setembro.

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Para as leitoras: e esse estilo "barba por fazer" do Gourcuff, hein? Olhem só do pescoço pra cima, tá? (AFP)

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011 Brasileiros contra a França, Brasileiros na França, Torneios europeus | 21:10

PSG sobrevive e Lille "se dificulta" na Liga Europa

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Resultados distintos para os franceses nos jogos de ida da fase 1/16 avos, disputada em mata mata.

Sob um frio absurdo de 15 graus negativos em Minsk, capital da Bielorrússia, o Paris Saint-Germain encarou o BATE Borisov. Só de conseguir jogar o tempo inteiro nessa temperatura, qualquer jogador já está de parabéns. Os torcedores também (havia cerca de 4 mil no estádio), porque não podem sair correndo pelas arquibancadas*. Se bem que os europeus estão bem mais acostumados que os brasileiros nesse aspecto…

Com minhocão nas pernas, cacharrel no pescoço, luvas e algumas faixas na testa, o PSG foi escalado por Antoine Kombouaré com Edel; Jallet, Sakho, Camara e Ceará; Chantôme, Clément, Luiyndula e Nenê; Giuly e Erding. O primeiro gol foi dos donos da casa, e brasileiro: do meia Renan Bressan (ex-Atlético de Tubarão-SC e Gomel, da Bielorrússia), aos 15 minutos iniciais.

O empate gaulês viria aos 30, com o turco Mevlut Erding. No segundo tempo, mesmo indo bem, Nenê foi substituído por Maurice, assim como Giuly, que cedeu espaço a Bodmer. Os anfitriões voltaram a crescer no jogo e voltariam a comandar o placar aos 36 minutos, com Gordeychuk, que havia entrado justamente no lugar de Bressan e deu sorte de receber no seu pé o rebote da trave, depois do chute de Volodko, sem goleiro, sem nada na frente.

A última troca no PSG foi Makonda no lugar de Mevlut. Quando nem eu acreditava mas no empate, grata surpresa: aos 43, Makonda fez bela jogada pela esquerda, no limite da grande área, girou e achou espaço para cruzar mesmo com marcação dupla. A bola veio ao encontro da cabeça de Luyindula, livre na frente do goleiro: 2 a 2 e belo resultado pro Parri.

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Enfaixado Nenê observa disputa entre Ceará e Renan (AP)

Em casa, o Lille iniciou o confronto contra o PSV, primeiro time holandês com o qual se deparou na história do torneio. Rudy Garcia escalou Landreau; Emerson, Vandam, Rozehnal e Chedjou; Dumont, Debuchy, Gueye e Obraniak; Frau e Túlio de Melo. Desde os primeiros minutos o LOSC se impôs, dando indício de vitória tranquila em Villeneuve D’Ascq.

Logo aos 5 minutos, em escanteio cobrado, a defesa visitante rebateu para o meio e o senegalês Gueye bateu com felicidade, rasteiro, de peito de pé. Como o goleiro estava com a visão encoberta, ninguém impediu o curso da bola rumo à rede: 1 a 0.

O segundo viria ainda no primeiro tempo. Aos 30 minutos, cruzamento na medida do capitão Debuchy, pela direita, encontrou a testada com a marca do centroavante de Tulio de Melo, corroborando a ótima fase do brasileiro. A etapa final começou com poucas chances agudas e cantoria da torcida do líder do Campeonato Francês, sorrindo à toa com seu Lille Olympique Sporting Club.

Maas… nos minutos finais, veio o castigo do PSV. Bouma e Toivonen, em jogadas aparentemente fortuitas, decretaram a igualdade no marcador com gols aos 38 e 39 minutos do segundo tempo. Agora, o Lille vai ter que buscar a vitória em Eindhoven, em interessante teste para o atual melhor time da França em âmbito doméstico.

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Túlio em um dos seus pontos fortes: o cabeceio (AP)

A nota triste do dia em Lille foi o vandalismo de torcedores do PSV, reprimido por policiais, que entraram em confronto com os baderneiros e prenderam 30 deles. Lamentável o que fazem com o nosso futebol!

*Sim, havia malucos sem camisa na torcida. O que eles teriam bebido?

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