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terça-feira, 16 de outubro de 2012 Eliminatórias da Copa, Seleção francesa | 22:17

Empate com gosto de vitória em Madri: Espanha 1 x 1 França

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As circunstâncias dos gols e a dificuldade de enfrentar a campeã mundial em casa nos levam a concluir que a igualdade no placar foi muito boa para os Bleus, jogando visualmente como “Blancs”. Embora no desempate o saldo de gols coloque os espanhóis como líderes do Grupo I das Eliminatórias para a Copa 2014, os franceses também somam 7 pontos, o que é bastante relevante nessa dura disputa pela vaga direta para o Mundial no Brasil.

Melhores no primeiro tempo, os donos da casa abriram o marcador aos 25 minutos, com Sergio Ramos aproveitando falhas de Lloris e da marcação francesa na área. O goleiro do Tottenham, ex-Lyon, se redimiu em outras ocasiões, especialmente no pênalti que Koscielny cometeu em Pedro e Fábregas desperdiçou, com grande defesa do arqueiro de amarelo. Ainda na etapa inicial a França teve um gol mal anulado, por conta de impedimento atribúído a Menez, depois de escorar toque também de cabeça de Benzema.

A França deu o troco no segundo tempo, em termos de desempenho, e confirmou a reação só nos acréscimos dos acréscimos, quando o contra-ataque chegou a Ribéry, que encontrou a cabeça de Giroud (substituto do machucado Benzema) sem marcação, no último lance da partida. (ASSISTA AOS MELHORES MOMENTOS E AOS GOLS)

Para termos uma ideia do que é não ser derrotado pela esquadra de Vicente Del Bosque, a Fúria acumulava 24 vitórias seguidas em jogos de eliminátórias (Euro e Copa)! E não é batida em casa, por partidas oficiais, desde junho de 2003 (0-1 para a Grécia pelo qualificatório da Euro 2004, que seria vencido pela própria Hellas!). O último gol bleu no estádio Vicente Calderón, do Atlético de Madri, havia sido Alain Giresse, contra a Irlanda, encerrando os 4 a 1 pela Copa de 1982, ano em que nasci, e curiosamente também de cabeça!

No outro jogo da chave, a Bielorrússia conquistou sua primeira vitória ao impor 2 a 0 na Geórgia, chegando a três pontos e assumindo a quarta colocação, à frente da Finlândia. Já a Geórgia se manteve em terceiro, com quatro pontos ganhos. As eliminatórias europeias voltam apenas em março de 2013: no dia 22, a Espanha recebe a Finlândia, e a França joga em casa contra a Geórgia.

Porém, antes disso, dois compromissos amistosos bem mais que amistosos para os Bleus: visitando a Itália, dia 14 de novembro, e abrindo a temporada 2013 com a recepção à Alemanha, em 6 de fevereiro.

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quinta-feira, 7 de junho de 2012 Seleção francesa | 21:08

Momento retrô: Inspirações francesas para a Eurocopa

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Daqui a quatro dias, os Bleus começam a busca pelo tricampeonato europeu. Sabem como foram as conquistas em 1984 e 2000? Eu pouco sabia, até assistir aos filmes oficiais da Uefa dos respectivos torneios, que a SporTV transmitiu e felizmente arquivou em seu site. Ambos têm pouco mais de 50 minutos, em forma de documentários, e é claro que recomendo ao fã do foot!

*1984 – Assista ao filme aqui
Depois de 24 anos, a Euro voltava ao país de seu criador, Henry Delaunay. E aquela edição representaria o momento de glória de uma geração habilidosa, que também foi a duas semifinais de Copas do Mundo, em 1982 e 86. Uma equipe que plantou as sementes (conforme análise do Trivela) de uma nova geração vitoriosa, marcada na história do futebol mundial em 1998 e 2000.

Como seria Zidane anos depois, Michel Platini foi o craque de 1984, ostentando até hoje o recorde de gols em uma única Euro: 9 (o ataque do time fez 14, feito também imbatível até aqui!). Excelente, e se considerarmos que foram só 5 jogos na campanha (eram apenas 8 seleções no campeonato), impressionante! Curiosamente, a artilharia-mor de uma única Copa também cabe a um francês, Just Fontaine, 13 em 1958. Mas não podemos olvidar que Platini compunha um meio-campo memorável, chamado até de mágico na época, ao lado de Jean Tigana, Alain Giresse e Luis Fernandez, espanhol naturalizado francês. Sob o comando de Michel Hidalgo, o time confirmou a expectativa da torcida, atuando em casa (em 2016 o filme se repetirá?), e garantiu o primeiro título de expressão para a França.

Campanha: França 1 x 0 Dinamarca – Paris, Parque dos Príncipes (a casa gaulesa pré-Stade de France)
França 5 x 0 Bélgica – Nantes
França 3 x 2 Iugoslávia – Saint-Etienne
Semifinal – França 3 x 2 Portugal – Marselha
Final – França 2 x 0 Espanha – Paris

**2000 – Assista ao filme aqui
Outra marca histórica da França foi conquistada quando a Euro teve sua primeira sede compartilhada, entre Bélgica e Holanda: nunca uma seleção fora campeã europeia logo após ter sido campeã mundial. Com Zizou em plena forma e a base de 1998, Roger Lemerre liderou um elenco que soube confirmar o favoritismo, embora tenha passado por dificuldades, como uma final “sufocante” contra os italianos. Deschamps se despediu da seleção levantando mais uma taça, o então zagueiro-líbero Blanc voltou a beijar a careca de Barthez após a decisão, e jovens como Henry e Trezeguet contribuíram decisivamente também, ao lado do mais velho Djorkaeff. No filme supracitado, Petit, Vieira e Pirés também depõem.

Campanha – França 3 x 0 Dinamarca
França 2 x 1 Rep. Tcheca
França 2 x 3 Holanda (Bleus com reservas, pois ambas já entraram classificadas)
Quartas – França 2 x 1 Espanha (Raúl desperdiçou pênalti idiotamente cometido por Barthez no final)
Semis – França 2 x 1 Portugal (repetindo 84. Zidane garantiu a vitória, de pênalti, com o gol de ouro na prorrogação)
Final – França 2 x 1 Itália (os italianos fizeram 1 a 0 em Roterdã, já no 2o tempo. Wiltord, Trezeguet e Pirès vieram do banco para suprir o cansaço bleu. O primeiro empatou pertinho do fim, quando a Azzurra preparava a festa, causando o tempo extra. Abalada, a Itália viu o segundo ir à linha de fundo e cruzar para um lindo meio-voleio do terceiro, gol de ouro e bicampeonato francês!)

Karim Benzema, Hatem Ben Arfa e Samir Nasri com o troféu da Eurocopa sub 17 de 2004, após a França ter batido a Espanha por 2 a 1, em 15 de maio daquele ano, em Châteauroux (Photo: Alain de Martignac)

Os títulos relatados acima não são os únicos links da França com um passado vitorioso no contexto europeu. Dentro do atual elenco do atual técnico Blanc, despontam talentos da chamada “Geração 87”, nascidos naquele ano e protagonistas do título expresso na fotografia acima. Além da tríade ilustrada, Menez e Matuidi também estavam lá e reaparecem aqui.

Essa geração está pronta para o renascimento na Polônia e na Ucrânia?

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