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Posts com a Tag Fontaine

quarta-feira, 2 de julho de 2014 Copa do Mundo, Seleção francesa | 18:53

Retrospecto contra Alemanha é favorável aos Bleus

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Se contarmos todas as vezes em que as seleções alemãs e francesas se enfrentaram, chegaremos a 25 duelos com 11 vitórias dos Bleus, 8 germânicas e 6 empates. :) A Nationalelf, no entanto, marcou um gol a mais: 42 a 41… :(

O último confronto foi em 6 de fevereiro do ano passado, relatado neste blog por este link: vitória visitante em amistoso no Stade de France, 2 a 1. Aliás, veja pela escalação anfitriã que o time de Deschamps era bem parecido com o que deve alinhar nesta sexta, às 13 horas de Brasília, pelas quartas de finais da Copa 2014.

Antes, eles se encontraram em 29 de fevereiro de 2012, com placar e mando inversos: 2 a 1 para a França na Alemanha! Mais do que o desempenho do time do então técnico Blanc, chamou a atenção da geral naquele jogo o beijão que Giroud tascou em Débuchy na comemoração de um dos gols… #argh!

-> Leia as últimas notícias da França na Copa na página do iG Esporte

Entretanto, por Copas do Mundo a vantagem é alemã em três encontros de alto nível. Em 1958, a decisão do terceiro lugar do Mundial na Suécia foi favorável aos franceses numa chuva de gols: 6 a 3, com quatro de Just Fontaine, maior artilheiro em uma única edição do torneio com 13 tentos! Mas em 1982 e 1986, época de Platini dando as cartas nos Bleus, foram duas semifinais com final feliz alemão. Na Copa da Espanha, um jogaço memorável acabou 5 a 4 nos pênaltis depois de 3 a 3 no tempo regulamentar + prorrogação! No México, foi 2 a 0. Curiosamente, em ambas as Copas os alemães acabaram voltando para casa como vice-campeões.

Pogba foi eleito o melhor em campo contra a Nigéria e é uma das armas de Deschamps nesta Copa

Pogba foi eleito o melhor em campo contra a Nigéria e é uma das armas de Deschamps nesta Copa

Desta vez, vamos torcer para que a dupla de zaga titular, Sakho e Varane, esteja recuperada e possa jogar depois de amanhã. Koscielny não passa a mesma confiança, e Mangala ainda não sentiu o que é jogar numa Copa. E que a repercussão da entrada dura de Matuidi sobre Onazi, que contundiu seriamente o nigeriano, não interfira nos nervos franceses nem no julgamento do árbitro argentino Nestor Pitana, escalado hoje.

A Argélia ficou perto de evitar esse duelo de campeões mundiais no Rio de Janeiro pelas 4as de finais, pelo que apresentou diante dos alemães. Se a Alemanha desperta mais temor, um confronto contra a seleção africana teria um tempero especial extracampo, pois os argelinos formam a maior comunidade estrangeira na França e têm influências nos Bleus de ontem e hoje (os pais de Zidane e Benzema são de lá, por exemplo) -> sobre isso, veja essa videorreportagem de João Castelo Branco, correspondente da ESPN, em Paris na última segunda-feira.

No twitter @obrunopessa, com a hashtag #leblogdufoot, tem mais informações e comentários meus sobre a França e a Copa ;)

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quinta-feira, 7 de junho de 2012 Seleção francesa | 21:08

Momento retrô: Inspirações francesas para a Eurocopa

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Daqui a quatro dias, os Bleus começam a busca pelo tricampeonato europeu. Sabem como foram as conquistas em 1984 e 2000? Eu pouco sabia, até assistir aos filmes oficiais da Uefa dos respectivos torneios, que a SporTV transmitiu e felizmente arquivou em seu site. Ambos têm pouco mais de 50 minutos, em forma de documentários, e é claro que recomendo ao fã do foot!

*1984 – Assista ao filme aqui
Depois de 24 anos, a Euro voltava ao país de seu criador, Henry Delaunay. E aquela edição representaria o momento de glória de uma geração habilidosa, que também foi a duas semifinais de Copas do Mundo, em 1982 e 86. Uma equipe que plantou as sementes (conforme análise do Trivela) de uma nova geração vitoriosa, marcada na história do futebol mundial em 1998 e 2000.

Como seria Zidane anos depois, Michel Platini foi o craque de 1984, ostentando até hoje o recorde de gols em uma única Euro: 9 (o ataque do time fez 14, feito também imbatível até aqui!). Excelente, e se considerarmos que foram só 5 jogos na campanha (eram apenas 8 seleções no campeonato), impressionante! Curiosamente, a artilharia-mor de uma única Copa também cabe a um francês, Just Fontaine, 13 em 1958. Mas não podemos olvidar que Platini compunha um meio-campo memorável, chamado até de mágico na época, ao lado de Jean Tigana, Alain Giresse e Luis Fernandez, espanhol naturalizado francês. Sob o comando de Michel Hidalgo, o time confirmou a expectativa da torcida, atuando em casa (em 2016 o filme se repetirá?), e garantiu o primeiro título de expressão para a França.

Campanha: França 1 x 0 Dinamarca – Paris, Parque dos Príncipes (a casa gaulesa pré-Stade de France)
França 5 x 0 Bélgica – Nantes
França 3 x 2 Iugoslávia – Saint-Etienne
Semifinal – França 3 x 2 Portugal – Marselha
Final – França 2 x 0 Espanha – Paris

**2000 – Assista ao filme aqui
Outra marca histórica da França foi conquistada quando a Euro teve sua primeira sede compartilhada, entre Bélgica e Holanda: nunca uma seleção fora campeã europeia logo após ter sido campeã mundial. Com Zizou em plena forma e a base de 1998, Roger Lemerre liderou um elenco que soube confirmar o favoritismo, embora tenha passado por dificuldades, como uma final “sufocante” contra os italianos. Deschamps se despediu da seleção levantando mais uma taça, o então zagueiro-líbero Blanc voltou a beijar a careca de Barthez após a decisão, e jovens como Henry e Trezeguet contribuíram decisivamente também, ao lado do mais velho Djorkaeff. No filme supracitado, Petit, Vieira e Pirés também depõem.

Campanha – França 3 x 0 Dinamarca
França 2 x 1 Rep. Tcheca
França 2 x 3 Holanda (Bleus com reservas, pois ambas já entraram classificadas)
Quartas – França 2 x 1 Espanha (Raúl desperdiçou pênalti idiotamente cometido por Barthez no final)
Semis – França 2 x 1 Portugal (repetindo 84. Zidane garantiu a vitória, de pênalti, com o gol de ouro na prorrogação)
Final – França 2 x 1 Itália (os italianos fizeram 1 a 0 em Roterdã, já no 2o tempo. Wiltord, Trezeguet e Pirès vieram do banco para suprir o cansaço bleu. O primeiro empatou pertinho do fim, quando a Azzurra preparava a festa, causando o tempo extra. Abalada, a Itália viu o segundo ir à linha de fundo e cruzar para um lindo meio-voleio do terceiro, gol de ouro e bicampeonato francês!)

Karim Benzema, Hatem Ben Arfa e Samir Nasri com o troféu da Eurocopa sub 17 de 2004, após a França ter batido a Espanha por 2 a 1, em 15 de maio daquele ano, em Châteauroux (Photo: Alain de Martignac)

Os títulos relatados acima não são os únicos links da França com um passado vitorioso no contexto europeu. Dentro do atual elenco do atual técnico Blanc, despontam talentos da chamada “Geração 87”, nascidos naquele ano e protagonistas do título expresso na fotografia acima. Além da tríade ilustrada, Menez e Matuidi também estavam lá e reaparecem aqui.

Essa geração está pronta para o renascimento na Polônia e na Ucrânia?

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terça-feira, 24 de maio de 2011 Extracampo | 21:35

Campeão Lille dá as cartas entre os melhores da temporada

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Tava na cara, tanto que acertei o melhor jogador e o melhor treinador da temporada na França, na 20ª edição da premiação da UNFP (União Nacional dos Futebolistas Profissionais, o sindicato da classe boleira): Eden Hazard e Rudi Garcia, claro, representando o mais eficiente clube da Ligue 1 2010/2011. O meia belga do Lille, eleito a maior revelação de 2009 e 2010 (Dúvida: no segundo ano o cara ainda pode ser considerado revelação?), faz história por ter sido o jogador mais jovem a ganhar o principal prêmio da organização. 

Desta vez, o troféu revelação ficou para o selecionável zagueiro Mamadou Sakho, do Paris Saint-Germain, e o de goleiro foi para Steve Mandanda, do vice-campeão Olympique de Marselha. A ofensivíssima seleção da Ligue 1, com quatro jogadores do LOSC Métropole, foi composta por:

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Eden e Rudi, pequenos apenas nos nomes, com seus troféus (France Football)

Steve Mandanda (O. Marseille); Anthony Reveillère (Lyon), Adil Rami (Lille), Mamadou Sakho (PSG) e Taye Taiwo (NIG – Marseille); Yann M’Vila (Rennes), Eden Hazard (Lille) e Nenê (PSG); Gervinho (CMA – Lille), Kévin Gameiro (Lorient) e Moussa Sow (SEN – Lille).

Não empolga a nenhum de nós, mas como melhores árbitros foram escolhidos Anthony Gautier, Clément Turpin (destaque do ano de 2010 segundo a France Football) e Nicolas Pottier.

Ligue 2
Acertei de novo: melhor jogador para Sebastian Ribas (Dijon) e melhor técnico para Bernard Casoni, do Evian. O time-base da segunda divisão reúne:

Benoît Costil (Sedan); Sébastien Corchia (Le Mans), Grégory Cerdan (Le Mans), Benjamin Genton (Le Havre) e Cédric Fabien (Boulogne-sur-Mer); Romain Alessandrini (Clermont Foot), Olivier Sorlin (Evian Thonon-Gaillard), Rudy Haddad (Châteauroux) e Benjamin Corgnet (Dijon); Sebastian Ribas (Dijon) e Sloan Privat (Clermont Foot). Boas opções para os times da elite, heim…

Mulheres e homenagens
Entre les femmes, errei: deu Elise Bussaglia, do Paris Saint-Germain. Houve troféus de honra em homenagem a Just Fontaine (maior artilheiro de uma única edição de Copa, com 13 gols em 1958), Michel Hidalgo (técnico da França campeã europeia em 1984), Philippe Piat (sem distinções como ex-jogador, mais é presidente da UNFP desde 1969!) e Sylvain Kastendeuch (um ex-atleta um pouco melhor, jogou no Metz e defendeu os Bleus no fim dos anos 80. Mas é co-presidente do sindicato da categoria, entendeu?).

O público ainda votou e elegeu a equipe símbolo dos (últimos) 20 anos da UNFP, com nomes marcantes, como os vários campeões mundiais em 1998: Fabien Barthez; Christian Karembeu, Lilian Thuram, Laurent Blanc e Bixente Lizarazu; Patrick Vieira (ainda joga), Robert Pirès (a.j.), Franck Ribéry (a.j.) e Zinédine Zidane (ainda brinca e detona); Jean-Pierre Papin e Pedro Miguel Pauleta. Técnico: Didier Deschamps. Timaço, né não?

Você também pode se interessar por:

> Nasri e Nenê são reconhecidos entre os melhores de 2010

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terça-feira, 22 de março de 2011 Eliminatórias da Eurocopa, Ex-jogadores, Seleção francesa | 19:35

Seleção, uniforme e Platini

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Desde a segunda-feira, a seleção francesa se prepara em Clairefontaine para os compromissos contra Luxemburgo, na sexta-feira (25, 17h de Brasília), pelas Eliminatórias da Eurocopa 2012, e contra Croácia, em amistoso na terça da semana que vem (29, também às 17h) – não achei nenhuma transmissão nas TVs. Se alguém encontrar, avise!

Hoje rolou treino com portões fechados e para amanhã está prevista coletiva com o téncico Laurent Blanc antes de uma nova atividade. O ex-jogador Just Fontaine, artilheiro da Copa de 1958, foi convidado para passar a quarta-feira ao lado do grupo, um bonito gesto!

Sobre o time que deve entrar em campo na sexta, Evra e Ribéry devem ser titulares e Menez e Alou Diarra parariam no banco, ao que indicam as primeiras movimentações. Do meio para a frente, teríamos M’vila, Gourcuff, Nasri, Malouda, Ribéry e Benzema, uma formação interessantemente ofensiva – que é o que se espera contra um adversário como Luxemburgo…

Camisa 2 dos Bleus
Fiquei devendo aqui o novo uniforme de visitante, que saiu já faz um tempo. A Nike adotou um estilo “marinheiro” que me agradou, embora esteja mais para roupa de passeio, não? Clique nas imagens abaixo para ampliá-las


Platini reeleito
O ex-jogador francês mais bem-sucedido da cartolagem mundial está apto para cumprir outro mandato na presidência da Uefa, até 2015. Marcado por ampliar as ligas dos Campeões e Europa, além da Eurocopa, Michel Platini não teve oposição na última eleição. Afirmou que pretende nomear uma mulher para o Conselho Executivo da entidade, para, com essa atitude simbólica, fazer evoluir a mentalidade da Uefa. E falou das principais metas para a próxima gestão:

“As principais ações a implementar nos próximos quatro anos são a renovação do prestígio das competições de seleções, implementação definitiva das medidas de fair play financeiro, luta contra a violência e as fraudes nas apostas e o fim da discriminação institucional”. Será que ele consegue?

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terça-feira, 1 de março de 2011 Copas francesas | 20:45

Sempre emocionante, Copa da França esquenta. Grande tia Nice!

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As quartas de finais começaram hoje e terminam amanhã. Quatro times da primeira divisão figuram entre os oito, sendo dois diretamente envolvidos na briga pelo título da Ligue 1, Lille e PSG

Nesta terça, Stade de Reims e Nice fizeram um duelo recheado de tradição, reunindo 10 títulos franceses (6 do Reims, 4 do Nice), todos conquistados entre 1949 e 1962 – o que revela como eles eram fortes na época… E como vem sendo costume nos confrontos da Coupe de France, não faltaram emoção, alternativas e prorrogação para tornar o espetáculo assaz interessante! 

Lembrando o uniforme vermelho e branco do Arsenal de Thierry Henry nos idos de 2004/2005, o time da casa começou com tudo, criando perigosas chances seguidas nos primeiros minutos, levantando a torcida. Porém, nem sempre pressão gera gol, e quem abriu o placar foi o Nice, quando Ljuboja recebeu belo lançamento, dominou, ajeitou com a canhota e encobriu o goleiro Agassa, que tenta voltar ao gol, mas pagou por ter se adiantado.

Um minuto depois, o 2 a 0 virou 1 a 1 em questão de segundos. Primeiro, Sablé recebeu cara a cara com Agassa, mas chutou em cima da parede formada pelo arqueiro. Na sequência do lance,  Fortes conduziu pelo meio e serviu Romain Amalfitano na esquerda, que com o lado do pé direito colocou no canto oposto, com categoria. Quanta emoção em tão pouco tempo!

Antes do intervalo, Ljuboja ainda acertaria a trave do Reims, ao tentar cruzar e ver a bola desviada pela marcação. No segundo tempo, mais gols, e logo no princípio. A tia Nice voltou a ficar na frente, quando, em bate-rebate na área do Reims após escanteio, Mouloungui dominou com categoria e girou rapidamente, finalizando alto para fazer 2 a 1.

Entretanto, cerca de dez minutos depois estaria tudo igual de novo. Pressão forte do Reims e sufoco dentro da área do nice, até Fortes bater alto, perto do ângulo de Letizi (que faz sua última temporada), para delírio da torcida, que fez uma bela festa durante o jogo. Lá e cá, o jogo se encaminhou para o esperado tempo extra. Mesmo agudo nos ataques, o Stade de Reims sucumbiu ao Nice a sete minutos do fim, quando Mounier ganhou disputa na linha de fundo pela esquerda, cruzou rasteiro e novamente Mouloungui complementou pro gol vazio. Grande tia Nice, primeira semifinalista, e fim do sonho para um clube que já teve Kopa e Fontaine no seu escrete!

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O sérvio Danijel Ljuboja demonstrou habilidade e foi um dos responsáveis pela classificação do Olympique Gymnaste Club Nice Côte d'Azur no estádio Auguste Delaune, em Reims (AFP)

Amanhã temos os três jogos restantes das quartas. A zebraça Chambéry, da quinta divisão, tenta aprontar para cima do Angers, da segunda. O PSG tenta passar pelo Le Mans, num duelo mais equilibrado, assim como promete ser Lille x Lorient.

Terça, 1º/3
Stade de Reims (L2) 2 x 3 Nice 

Quarta, 2/3
13h – Chambéry (CFA2) x Angers (L2)
15h – Paris Saint-Germain x Le Mans (L2)
16h45 – Lille x Lorient

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011 Brasileiros contra a França, Copa do Mundo, Ex-jogadores, Seleção francesa | 17:55

France vs Brésil: História é o que não falta

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Quarta-feira agora, cotidianamente conhecida como amanhã, as seleções masculinas de futebol de França e Brasil farão o 14º confronto desde sempre. A vantagem é ligeiramente brasileira: cinco vitórias, contra quatro francesas (21 gols canarinhos, 18 bleus). Foram quatro empates também, o que permite enxergar bastante equilíbrio no retrospecto.

Se bem que, nos últimos cinco embates, nada de vitória brasuca – a última foi há quase 20 anos, em 1992. De todos os participantes do jogão que se aproxima, cinco são os personagens que já disputaram um França x Brasil: Laurent Blanc, Eric Abidal, Alou Diarra, Florent Malouda e Robinho. O único francês que perdeu foi o técnico, quando era jogador, ainda no século 20…

Eis os duelos:

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"Para a eternidade", sobre 12/07/1998 (Zidane, Djorkaeff e Petit na foto)

01/07/2006França 1 x 0 BrasilCopa do Mundo (Alemanha)
Apesar da desvantagem histórica, a última lembrança, entretanto, é doce para os europeus e catastrófica para os sul-americanos. A maestria de Zinedine Zidane e o gol de Thierry Henry em Frankfurt classificaram a França para a semifinal, mandando o Brasil de Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká para casa na Copa. Quer rever os melhores momentos? Vídeo no pé do post! (com Galvão Bueno é mais gostoso…)

20/05/2004 – França 0 x 0 BrasilAmistoso (Saint-Denis)
Comemoração do centenário da Fifa, com os então campeões do mundo e da Europa em campo. Uniformes à moda antiga, pompa e circunstância, mas nada de gols, até porque Grégory Coupet foi muito bem.

07/06/2001Brasil 1 x 2 FrançaCopa das Confederações (Suwon, Coreia do Sul)
Semifinal do torneio ocorrido um ano antes do Mundial asiático. Pirés abriu o placar, Ramon empatou para a seleção de Emerson Leão (que tinha Leomar, Carlos Miguel, Robert e outros craques) e Desailly deu a vitória aos franceses.

12/07/1998 – França 3 x 0 BrasilCopa do Mundo (Saint-Denis) 
Eis que o mundo da bola conhece e reverencia Zizou – premiado, dias atrás, com o Laureus por sua carreira no esporte – autor de dois gols e vencedor de um duelo que não houve com Ronaldo, na época ainda Ronaldinho. Petit fechou o caixão do time do mestre Zagallo (veja o que o ex-volante faz da vida hoje). No último domingo, a edição impresa do L’Équipe relembrou o fato. O vídeo está lá no pé (tem Galvão? mas é claro!)

03/06/1997 – França 1 x 1 BrasilTorneio da França (Lyon)
Partida inaugural do mini-campeonato, que reuniu ainda Inglaterra (a campeã) e Itália. Roberto Carlos abriu o placar com aquela célebre bomba que fez uma impressionante curva para vencer Barthez. No segundo tempo, o empate veio com o obscuro Marc Keller, atacante que passou por clubes medianos nos anos 1990 e atualmente é dirigente do Monaco. Em seis jogos pelos Bleus, seu único gol foi aquele propiciado pelo rebote de Taffarel.
 
26/08/1992 – França 0 x 2 Brasil Amistoso (Parc des Princes, Paris)
Não me lembro deste jogo (tinha 10 anos na época…), nem achei vídeo no YouTube. Os Bleus, que tinham demitido Michel Platini do comando da equipe quase dois meses antes, foram comandados por Gerard Houllier, com Aimé Jacquet como preparador físico. O time já tinha os futuros campeões mundiais Blanc, Deschamps e Petit, assim como Papin e Ginola lá na frente. 

 
 

platini_alemao_86

Platini precedeu Zidane no posto de "francês mais odiado pelos brasileiros no futebol"

21/06/1986 Brasil 1 (3) x 1 (4) França Copa do Mundo (México)
Embora o estádio Jalisco tenha sido o principal palco do tricampeonato mundial em 1970, a última aparição canarinho por lá em Copas teve sabor amargo para a torcida brasileira: no duelo dos craques de então, Michel Platini deixou Zico para trás nas quartas-de-finais em Guadalajara, quando o Galinho perdeu pênalti, defendido por Joel Bats, que alteraria o placar de 1 a 1 no tempo normal e poderia ter evitado a posterior disputa por penalidades. Platini marcou o único gol sofrido pelo Brasil na Copa nos 90 minutos regulamentares. 
 
15/05/1981 – França 1 x 3 Brasil – Amistoso (Parc des Princes)
Zico, Reinaldo e Sócrates decretaram a vitória brasileira, com Didier Six descontando perto do final para os Bleus, que tinham Jean Tigana, hoje técnico do Bordeaux, naquele grupo.

01/04/1978 – França 1 x 0 Brasil – Amistoso (Parc des Princes)
Michel Platini decidiu aos 41 minutos do 2º tempo.
 
30/06/1977
 – Brasil 2 x 2 FrançaAmistoso (Maracanã, Rio de Janeiro)
Edinho e Roberto Dinamite deixaram os brasileiros em vantagem, mas Didier Six e Marius Trésor igualaram o placar final. Platini jogou os 90 minutos, assim como Bernard Lacombe, então atacante e posteriormente treinador e dirigente do Lyon.

28/04/1963França 2 x 3 BrasilAmistoso (Olympique des Colombes, Paris)
Os três gols brasileiros constam no currículo de um tal de Edson Arantes do Nascimento…

24/06/1958 – Brasil 5 x 2 FrançaCopa do Mundo (Suécia)
Just Fontaine, artilheiro do Mundial com incríveis 13 gols em 6 jogos (recorde até hoje), fez um dos gols franceses em Estocolmo. Raymond Kopa deu passe para os dois tentos gauleses. Mas Pelé, três vezes, Vavá e Didi arruinaram o sonho europeu de chegar à final. No YouTube dá para assistir a essa relíquia histórica, dividida em várias partes (procure por “World Cup 1958 Full Game Semifinal Brazil vs France”).

01/08/1930 – Brasil 3 x 2 FrançaAmistoso (Laranjeiras, Rio de Janeiro)
Primeiro duelo da história, vitória dos anfitriões de virada.

*Mais curiosidades sobre Brasil x França, como as comparações dos valores de passe de todos os jogadores convocados pro jogo de amanhã, você acha no blog Futebol em Números, do iG.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009 Eliminatórias da Copa, Ex-jogadores, Seleção francesa | 20:26

Seleção multicultural

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Semana passada, o leitor Victor me perguntou quais e quantos jogadores se naturalizaram para defender a seleção francesa, e eu respondi que ia pesquisar, porque tinha uma ideia de que eram muitos. E realmente são, em consonância com os fatos de o país ter sido uma potência imperial, com várias colônias na África e Américas, e de atrair muitos imigrantes destas colônias que se transformaram em pequenas e menos desenvolvidas nações.

Se incluirmos ainda os atletas nascidos na França mas com pais estrangeiros, a lista cresce muito. São os casos de Zinedine Zidane, Karim Benzema e Samir Nasri, de origem argelina, e Hatem Ben Arfa, cuja família é tunisiana.

No elenco atual dos Bleus, composto por muitos afrofranceses, temos, entre outros, estes países-fontes: Costa do Marfim: Abou Diaby; Guadalupe: Thierry Henry e William Gallas; Guiné-Bissau: Bafétimbi Gomis; Mali: Alou e Lassana Diarra; Martinica: Nicolas Anelka; Senegal: Bacary Sagna. Há, é claro, naturalizados: Florent Malouda nasceu na Guiana Francesa, vizinha do Brasil; Patrice Evra é senegalês; Steve Mandanda, congolês, e Jean-Alain Boumsong é camaronês.

Vamos a um breve recorrido histórico dos naturalizados: o artilheiro da Copa da Suécia de 1958 (13 gols em 6 jogos!), Just Fontaine, nasceu no Marrocos. No grupo que chegou à semifinal do Mundial de 1982, estavam o zagueiro Marius Trésor, de Guadalupe (ilha da América Central), e o meio-campo Jean Tigana, vindo do Mali.

A geração do primeiro título mundial (1998) tinha o lateral-direito Lilian Thuram, outro de Guadalupe, e os volantes Patrick Vieira, de Senegal, Marcel Desailly, de Gana, e Christian Karembeu, da Nova Caledônia (colônia na Oceania). Na equipe vice-campeã do mundo em 2006, estava o volante Claude Makélélé, originário do antigo Zaire, atual República Democrática do Congo.

**FALANDO EM SELEÇÃO, Raymond Domenech convocou ontem 23 jogadores para os duríssimos confrontos contra Romênia (dia 5) e Sérvia (dia 9), pelas Eliminatórias. Vieira está fora e Ribéry dentro. Para ver os nomes, CLIQUEZ ICI.

Henry, o da coxa acariciada (ui!), participou da conquista
de hoje do Barcelona, supercampeão europeu (Reuters)

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