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quarta-feira, 9 de setembro de 2009 Eliminatórias da Copa, Seleção francesa | 18:00

Pelo menos a repescagem: obrigação!

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Cheguei mais cedo à redação do iG para acompanhar Sérvia x França ao vivo. Mais cedo, para mim, é 16h mesmo, porque às quartas eu costumeiramente faço o peculiar horário das 17 às 25 horas… Logo de cara, tive que aguentar os colegas jornalistas torcendo contra os bleus, afinal eles comungam do surpreendente fato de serem… brasileiros. Bom, vamos ao que rolou em Belgrado.

Logo aos 8 minutos, não poderia ficar pior: Lloris derruba Zigic na área, é expulso e o pênalti está marcado. Quatro minutos depois, Gignac é sacrificado e Mandanda vai para o gol, mas o placar está aberto: Milijas bateu no alto, com eficiência, 1 a 0. 

Indecisão de Gallas e Abidal + precipitação de Lloris = tudo mais difícil (AFP)

Apesar de jogar com um a menos, a França adiantou a marcação, afinal, para a Sérvia, o jogo podia acabar ali. Mas chegar à área adversária estava difícil; aos 24, Gourcuff tentou de longe, mas o chute foi mais longe ainda. Henry brigava muito, mas nada produtivo. 

Até que os franceses “acharam” um gol: Anelka abriu espaço, chutou na direção de Stojkovic mas o goleirão bateu roupa e largou nos pés de Thierry: 1 a 1 e sobrevida aos Bleus! A partida ficou equilibrada, com os visitantes, com destaque para Lass, se defendendo bem das investidas de Stankovic e companhia. O volante do Real Madrid faria a primeira boa jogada do 2º tempo, arrancando pelo meio e provocando o primeiro cartão amarelo do jogo, justamente para o meia da Inter de Milão. 

Em três minutos, dois lances de perigo: Anelka chutou bola venenosa aos 12, deixando Stojkovic irritado com sua defesa. Aos 15, Mandanda foi testado e respondeu muito bem, desviando bomba de Jovanovic que explodiu no travessão. O duelo ficava mais aberto e agradável de acompanhar, pois a Sérvia, buscando o ataque, dava espaços para Henry e Anelka. Evidentemente, os ânimos se acirraram também.

Aos 30, Domenech trocou Henry por Ribéry, afinal um gás extra era necessário no ataque francês, sempre minoria contra a defesa sérvia. Estar em desvantagem numérica aumentava o número de faltas cometidas e cartões amarelos para o lado dos Bleus. Também cansado, Gourcuff deu lugar a Alou Diarra aos 40 minutos. Com 44, Lazovic leva vermelho por reclamação, mas aí era tarde demais para a França: fim de papo, 1 a 1. 

Não veio a vitória, mas ainda restam razões para se manter a cabeça erguida (AFP)

Agora o babado é o seguinte: restam duas rodadas para todos no grupo 7 (seis pontos a disputar) e quatro pontos separam a vice França tanto da líder Sérvia quanto da terceira, a Áustria. Ou seja, ganhar as duas próximas é preciso para manter alguma chance de liderança ou, se apenas sobrar a segunda colocação, espantar a possibilidade de ser a pior segunda colocada dos nove grupos europeus. Veja os próximos jogos: 

10 de outubro 
França x Ilhas Faroe 
Áustria x Lituânia
Sérvia x Romênia

14 de outubro
 
França x Áustria
Romênia x Ilhas Faroe
Lituânia x Sérvia

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sábado, 5 de setembro de 2009 Eliminatórias da Copa, Seleção francesa | 06:02

Vale a vida nas Eliminatórias

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Siguinte, Ribérra: se não vencer pelo menos uma das próximas duas, a turma dança (AP)

A França tem pela frente a Romênia neste sábado, às 21 horas locais, por mais uma rodada do grupo 7 das Eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2010. Mas não se trata de só mais um jogo, o que para o grupo de Raymond Domenech não é novidade, já que a necessidade de somar pontos vem sendo uma constante desde o começo do ano.

O trio de arbitragem no Stade de France será croata, numa partida que interessa diretamente outra ex-república iugoslava, a Sérvia. Porque os franceses estão cinco pontos atrás dos sérvios, líderes da chave, que têm um jogo a mais. Porque se les Bleus vencerem, a diferença cai para dois pontos. Porque Sérvia x França é o jogaço de quarta-feira que vem, entre os dois maiores cotados para a liderança do grupo, que vale vaga direta na África do Sul – o segundo da chave terá que se matar em um mata-mata contra um outro segundo europeu.

Nas equipes prováveis para o prélio (como dizem os palmeirenses), é alentador saber que Adrian Mutu não joga do outro lado. A França deve alinhar com Lloris (ou Mandanda); Sagna, Gallas, Abidal (ou Escudé) e Evra; Lassana Diarra, Toulalan e Gourcuff; Anelka, Henry e Benzema (ou Gignac). A Romênia, com Coman; Maftei, Radoi, Chivu e Rat; Mara, Max Nicu, Ghioane e I. Apostol; Surdu e Marica.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009 Eliminatórias da Copa, Ex-jogadores, Seleção francesa | 20:26

Seleção multicultural

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Semana passada, o leitor Victor me perguntou quais e quantos jogadores se naturalizaram para defender a seleção francesa, e eu respondi que ia pesquisar, porque tinha uma ideia de que eram muitos. E realmente são, em consonância com os fatos de o país ter sido uma potência imperial, com várias colônias na África e Américas, e de atrair muitos imigrantes destas colônias que se transformaram em pequenas e menos desenvolvidas nações.

Se incluirmos ainda os atletas nascidos na França mas com pais estrangeiros, a lista cresce muito. São os casos de Zinedine Zidane, Karim Benzema e Samir Nasri, de origem argelina, e Hatem Ben Arfa, cuja família é tunisiana.

No elenco atual dos Bleus, composto por muitos afrofranceses, temos, entre outros, estes países-fontes: Costa do Marfim: Abou Diaby; Guadalupe: Thierry Henry e William Gallas; Guiné-Bissau: Bafétimbi Gomis; Mali: Alou e Lassana Diarra; Martinica: Nicolas Anelka; Senegal: Bacary Sagna. Há, é claro, naturalizados: Florent Malouda nasceu na Guiana Francesa, vizinha do Brasil; Patrice Evra é senegalês; Steve Mandanda, congolês, e Jean-Alain Boumsong é camaronês.

Vamos a um breve recorrido histórico dos naturalizados: o artilheiro da Copa da Suécia de 1958 (13 gols em 6 jogos!), Just Fontaine, nasceu no Marrocos. No grupo que chegou à semifinal do Mundial de 1982, estavam o zagueiro Marius Trésor, de Guadalupe (ilha da América Central), e o meio-campo Jean Tigana, vindo do Mali.

A geração do primeiro título mundial (1998) tinha o lateral-direito Lilian Thuram, outro de Guadalupe, e os volantes Patrick Vieira, de Senegal, Marcel Desailly, de Gana, e Christian Karembeu, da Nova Caledônia (colônia na Oceania). Na equipe vice-campeã do mundo em 2006, estava o volante Claude Makélélé, originário do antigo Zaire, atual República Democrática do Congo.

**FALANDO EM SELEÇÃO, Raymond Domenech convocou ontem 23 jogadores para os duríssimos confrontos contra Romênia (dia 5) e Sérvia (dia 9), pelas Eliminatórias. Vieira está fora e Ribéry dentro. Para ver os nomes, CLIQUEZ ICI.

Henry, o da coxa acariciada (ui!), participou da conquista
de hoje do Barcelona, supercampeão europeu (Reuters)

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domingo, 23 de agosto de 2009 Brasileiros na França, Francês da 1ª divisão, Franceses no mundo | 17:55

Fim de semana na redação 1

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“Ei, vai dizer que não ficamos estilosos?”, pergunta Makoun (AFP)

Trabalhei neste fim de semana, o que me permitiu ver mais futebol do que se eu estivesse de folga, embora não tenha sobrado o tempo que gostaria para escrever mais. Então, não vou escrever muito, mas vou colocar um pouco mais do que os tradicionais resultados do Francês – o comentário da rodada vem amanhã, segunda.

No sábado, deu pra ver a camisa marca-texto do Lyon contra o Auxerre, preta e laranja. É legal ter uma terceira camisa diferente, mas ficou difícil reconhecer o time… Pelo menos veio a vitória, então podemos dizer que deu sorte. Na França, alguns gols brasileiros: Nenê, pelo Monaco, Jussiê, pelo Bordeaux, e Eduardo Santos, pelo Lens.

Na Inglaterra, alguns gols franceses. Dos 4 do Arsenal no sábado, sobre o Portsmouth, 3 foram franceses: 2 de Diaby (é só um zagueiro!) e 1 de Gallas, que já marcara na quarta! Nos 2 do Chelsea no domingo, Anelka fez um. O outro foi de Drogba, que é marfinense mas se chama Didier e fala francês…

Os resultados da 3ª rodada da Ligue 1 foram:

Le Mans 2 x 1 Nancy 
Auxerre 0 x 3 Lyon
Valenciennes 2 x 3 PSG
Montpellier 2 x 0 Sochaux 
Saint-Etienne 0 x 1 Boulogne 
Monaco 2 x 0 Lorient 
Rennes 1 x 1 Olympique de Marselha
Bordeaux 4 x 0 Nice 
Grenoble 1 x 2 Lens
Lille 1 x 1 Toulouse

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009 Eliminatórias da Copa, Seleção francesa | 15:01

Para o gasto e os três pontos

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André-Pierre Gignac foi um dos raros a se destacar na ilha dinamarquesa

Não foi apenas o Brasil que enfrentou um inusitado adversário nesta quarta. Se a pitoresca Tallinn, na Estônia, viu o desfile dos pentacampeões mundiais, a gloriosa Torshavn, nas Ilhas Faroe, recebeu a França, que também tinha toda a obrigação da vitória. Não só pelo abismo técnico-estrutural entre as seleções, mas porque no caso francês se tratava de compromisso pelas Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo e uma chance imperdível de diminuir a diferença de 8 pontos para a líder Sérvia, com dois jogos a mais.

Raymond Domenech começou a única partida do grupo 7 nesta quarta com Lloris, Sagna, Gallas, Escudé e Evra; Lassana Diarra, Toulalan e Gourcuff; Anelka, Gignac e Malouda. E a superiodade visitante se fez sentir na primeira etapa, na posse de bola e chances criadas de gols: foram 17 chutes a gol contra apenas 1 dos anfitriões! Mas nada de bola na rede…

Isso até o artilheiro do último Francês evitar dores de cabeça no treinador um pouco antes do intervalo: aos 42 minutos, Gignac recebeu do sempre perigoso Malouda dentro da área, girou e chutou no cantinho, para abrir o placar e fazer seu primeiro gol pelos Bleus. Sem poder contar com o novamente machucado Henry, Domenech encontrou, no jogador do Toulouse, um atacante com muita presença ofensiva na partida.

Aos 20 do 2º tempo, Ribéry, voltando de lesão, veio para o lugar de Malouda. O rápido ponteiro do Bayern de Munique mostrou estar recuperado, se movimentando bem. A França voltava a tocar a bola no ataque, mas Faroe se fechava bem, como se estivesse ganhando, afinal time pequeno até quando ataca tem que pensar em se defender… Gignac, Anelka e Gourcuff perdiam boas chances (inclusive houve um gol do girondino anulado acertadamente por impedimento), e, tirando um ataque ou outro dos donos da casa, Les Bleus não tiveram mais com o que se preocupar.

O magrinho 1 a 0, com a cara de Domenech, pode parecer frustrante pela goleada perfeitamente viável que se propunha. Mas os três pontos foram garantidos, e agora restam cinco para a Sérvia. Como ainda há um jogo a menos e o confronto direto entre líder e vice, matematicamente é possível alcançar o topo em caso de duas vitórias. A França pode continuar não convencendo, mas, se chegar à África do Sul, isso vai ser mero detalhe.

{ detalhes, comentários, números e lance a lance do jogo você encontra no tempo real da France Football }

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sexta-feira, 5 de junho de 2009 Seleção francesa | 17:59

Um ooutro jogo

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Depois de uma fraca apresentação contra a Nigéria, Raymond Domenech felizmente percebeu que era necessário colocar em campo uma outra França contra a Turquia. E foi literalmente o que aconteceu, pois, com exceção de Anelka e Benzema, todo o restante da escalação foi trocada, do goleiro ao meia-atacante. Os onze bleus quando a bola começou a rolar em Lyon eram Lloris; Sagna, Méxès, Boumsong e Abidal; Lassana Diarra, Toulalan e Gourcuff; Malouda, Anelka e Benzema.

A equipe começou com boa posse de bola, lances de habilidade e muita disposição. Diante de uma Turquia preocupada primeiro em se defender para depois sair para o jogo, eram poucos os espaços existentes para lances de perigo, o que ficou ainda mais evidente quando a chuva apertou sobre o estádio Gerland. Mesmo assim, Malouda demonstrava que sua presença era importante entre os titulares, principalmente se seu colega de ataque na seleção é o mesmo de Chelsea – no caso, Anelka, esse aí da foto.  

As melhores chances de gol no 1º tempo vieram somente depois dos 30 minutos. Aos 31, Anelka carregou a bola do meio-de-campo até a área turca, pela direita, mas chutou muito mal, torto. No minuto seguinte, os visitantes chegaram com perigo e só não abriram o placar porque Sahin, livre no meio da área, errou por muito pouco o canto de Lloris.

Até que aos 37 veio o presente que Domenech queria: bola alçada para Anelka, o zagueiro Üzülmez Ibrahim tenta recuar para o goleiro Volkan Demirel, mas cabeceia para o lado, como se driblasse o companheiro. Antes que o 39 da França pudesse marcar, Ibrahim fez pênalti e acabou expulso. A cobrança de Benzema não foi um primor, mas o chute saiu mais forte do que Demirel pudesse desviar, abrindo o placar do jogo.

Mesmo jogando em sua casa, no Gerland, Benzema acabaria substituído na volta para o 2º tempo, dando lugar a Gignac, artilheiro do Francês 2008/2009. O atacante do Toulouse não perdeu tempo e mostrou personalidade: nas três bolas que recebeu em condições de finalizar, assim o fez, mas só a primeira levou mais perigo ao goleiro “vulcânico”.

Aos 13, as últimas mudanças de Domenech: Ribéry e Govou vieram para os lugares de Anelka e Malouda. Os Bleus ganharam em poder ofensivo, abafando as vaias dos muitos torcedores turcos presentes em Lyon. Ribéry teve ótima chance de frente para o crime, mas chutou no pé de Demirel – o atacante do Bayern de Munique também tem condições de ser titular. Preocupado em resguardar o meio, Gourcuff estava mais discreto do que o usual, no Bordeaux, e Toulalan cumpria muito bem as funções de desarmar os rivais e iniciar as jogadas de ataque.

Pouco antes dos 30 minutos, Lloris mostrou serviço com a sorte que faltou a Mandanda na terça: bola cruzada rasteira na área, Méxès desviou para atrás e o goleiro do Lyon, quase passando da bola, desviou com o pé. Em seguida, a torcida turca mostrou falta de civilidade: atirou vários rojões em torno do gramado, atrás do gol de Lloris, obrigando o árbitro alemão Manuel Grafe a interromper a contenda. Um barrigudo sem camisa (lamentável) invadiu o gramado (duplamente lamentável) e teve de ser contido. Até o capitão Tuncay Sanli perdeu a paciência, indo até os baderneiros, também repreendidos por um sujeito que tomou o microfone do estádio e deu uma bronca geral…  

Os últimos minutos da partida, sob chuva com momentos de enxurrada, viram uma bateria de chances desperdiçadas da parte dos franceses, com Govou (trave), Gignac, Ribéry e Boumsong (de cabeça). No fim das contas, não foi uma apresentação brilhante, mas de conclusões esperançosas a Domenech e companhia pelo que se criou em campo. Em relação ao que se viu na terça-feira, com certeza um ooutro jogo (com dois “o” mesmo). 

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terça-feira, 2 de junho de 2009 Seleção francesa | 18:29

Azar o seu, Domenech

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Quem estaria na sombra do periclitante técnico da França? (AFP)

Hoje aconteceu o primeiro dos dois amistosos da seleção francesa na semana, em preparação para a sequência das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2010. O adversário foi africano, a Nigéria. O local foi Saint-Etienne, em casa. Mas o placar foi adverso: 1 a 0.

Acompanhando os melhores momentos da partida pelo tempo real da France Football, a conclusão é de uma apresentação apática do time de Raymond Domenech, que, se já não era bem “engolido” por lá, com um resultado desses volta para a corda bamba, depois de respirar com as duas salvadoras vitórias sobre a Lituânia nas Eliminatórias, em março. 

O treinador fez quatro alterações nos Bleus no decorrer do jogo. A França jogou com Mandanda; Fanni, Squilacci, Escudé e Evra; Vieira, A. Diarra (Toulalan, intervalo), Rémy e Ribéry (Govou, 25 do 2º); Anelka (Gourcuff, intervalo) e Benzema (Gignac, intervalo). Henry, com dores no joelho, foi poupado. Malouda, no banco, nem entrou. Eu xingaria também…

Mas quem se deu melhor foram os nigerianos, comandados pelo veterano atacante grandalhão Kanu, 32 anos, que começou cedo, infernizando o Brasil na semifinal olímpica de 1996 (Atlanta), e hoje anda no Portsmouth, da Inglaterra. Aos 32 minutos da primeira etapa, o rápido meia Ikechukwu Uche (do Getafe, da Espanha), grande destaque do amistoso, invadiu a área, bateu no canto e Mandanda teve a maior das más sortes: resvalou na bola, ela foi na trave, voltou em suas costas, rebateu de novo na trave (!) e sobrou para o atacante Akpala (do Bruges, da Bélgica) só empurrar para as redes.

Os únicos gestos admiráveis dos franceses foram a lembrança às vítimas do voo 447 da Air France (minuto de silêncio e tarja preta) e a homenagem aos 200 anos do nascimento de Louis Braille: os nomes dos jogadores estavam estampados, em suas camisas, na linguagem dos deficientes visuais. A semana de Domenech parece longa, afinal sexta-feira acontece outro amistoso, contra a Turquia. Serão os ares de Lyon, o palco da partida, mais amenos para ele? 

Se os selecionáveis franceses não abrirem os olhos, podem perder as passagens para a África do Sul (AFP)

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quinta-feira, 28 de maio de 2009 Seleção francesa | 20:34

Convocação coerente

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Malouda contra Daniel Alves, semifinal da Champions (EFE)

Malouda e Daniel Alves, Chelsea x Barcelona, tragédia para os Blues (EFE)

Raymond Domenech tem um jeitão não muito simpático, é bastante questionado, mas não pode ser espinafrado pela última convocação da seleção francesa, no começo desta semana. Como ele mesmo frisou, foi coerente, chamando quem vem jogando bem, mesmo se o criticou publicamente no passado, como foi o caso de Florent Malouda, que justifica a titularidade no Chelsea – que teve Nicolas Anelka, outro selecionado, como artilheiro do Campeonato Inglês.

Patrick Vieira também retorna aos Bleus e deve ser o capitão nos amistosos contra Nigéria, no próximo dia 2 (em Saint-Etienne), e Turquia, dia 5 (Lyon). A lista de Domenech se equilibra entre jogadores atuantes na França (12) e fora dela (13), e as duas partidas são boas oportunidades para dar entrosamento aos atletas que devem reaparecer para os importantes compromissos pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010 (o próximo jogo é contra as Ilhas Faroe, em 12 de agosto). Abaixo, os relacionados:  

Goleiros: Steve Mandanda (Olympique de Marselha)
                 Hugo Lloris (Lyon)
                 Cedric Carrasso (Toulouse) 

Defensores: Eric Abidal (Barcelona-ESP)
                       Philippe Mèxés (Roma-ITA) 
                       Jean-Alain Boumsong (Lyon)
                       Patrice Evra (Manchester United-ING)
                       Bacary Sagna (Arsenal-ING) 
                       Sebastien Squilacci (Sevilla-ESP)
                       Julien Escudé (Sevilla-ESP)
                       Rod Fanni (Rennes)

Meio-campistas: Patrick Vieira (Internazionale-ITA)
                               Abou Diaby (Arsenal-ING)
                               Alou Diarra (Bordeaux)
                               Lassana Diarra (Real Madrid-ESP)
                               Yoann Gourcuff (Bordeaux)
                               Jérémy Toulalan (Lyon)
                               Florent Malouda (Chelsea-ING)

Atacantes: Nicolas Anelka (Chelsea-ING)
                    Karim Benzema (Lyon)
                    Andre-Pierre Gignac (Toulouse)
                    Thierry Henry (Barcelona-ESP)
                    Franck Ribéry (Bayern de Munique-ALE)
                    Sidney Govou (Lyon)
                    Loïc Remy (Nice)

Se é coerente pra valer, Domenech deve fazer compras onde estou pensando… (France Football)

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sábado, 2 de maio de 2009 Francês da 1ª divisão, Franceses no mundo, Torneios europeus | 17:36

Trintões dos bons

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Não esqueci o naufrágio deste sábado do Lyon lá em Valenciennes, mas falarei do Francês só amanhã, quando a rodada se encerra com os jogos de PSG e Bordeaux, diretamente envolvidos na disputa do título com o Olympique de Marselha, que tropeçou contra o Toulouse – veja os resultados e goleadores do dia no Placar iG

Mas hoje é mais conveniente louvar os trintões franceses que comem a bola, curiosamente em dois semifinalistas que duelam na Liga dos Campeões, Barcelona e Chelsea. Thierry Henry, que vai fazer 32 em agosto, continua dando espetáculo no Barça: lances de habilidade como chapéus, sem dó dos rivais, e gols desconcertantes, sem piedade dos goleiros – hoje foram dois nos acachapantes 6 a 2 sobre o pobre do Real Madrid em pleno Santiago Bernabéu, lavada acompanhada com estilo por Juan Polanco. Messi é o cara, mas Henry é mais que coadjuvante! 

Os astros em Madri não estão nem aí para câmeras e apupos; e precisam? (AFP)

Nicolas Anelka, o camisa 39 com 30 anos completados em março, também divide o estrelato do Chelsea com outros figurões, mas hoje aterrorizou a defesa do Fulham ao lado do marfinense Didier Drogba (que fala francês) e de Florent Malouda (que é, adivinhem?… francês!), com assistências e gols, nos 3 a 1 na capital inglesa. Drogba é o cara, mas Anelka é mais que coadjuvante, repito!

Chorem, ingleses: a afinada dupla de ataque dos Blues fala a língua dos Bleus (AFP)

As revelações surgem cada vez mais moleques no mundo da bola, mas os trintões provam que é um sacrilégio rejeitá-los… Na próxima quarta-feira, Henry e Anelka serão “grandes” demais para a Liga dos Campeões: só um estará na final de Roma. Mas seja quem for, a França estará muito bem representada, né não?

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