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Arquivo da Categoria Eliminatórias da Copa

terça-feira, 16 de outubro de 2012 Eliminatórias da Copa, Seleção francesa | 22:17

Empate com gosto de vitória em Madri: Espanha 1 x 1 França

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As circunstâncias dos gols e a dificuldade de enfrentar a campeã mundial em casa nos levam a concluir que a igualdade no placar foi muito boa para os Bleus, jogando visualmente como “Blancs”. Embora no desempate o saldo de gols coloque os espanhóis como líderes do Grupo I das Eliminatórias para a Copa 2014, os franceses também somam 7 pontos, o que é bastante relevante nessa dura disputa pela vaga direta para o Mundial no Brasil.

Melhores no primeiro tempo, os donos da casa abriram o marcador aos 25 minutos, com Sergio Ramos aproveitando falhas de Lloris e da marcação francesa na área. O goleiro do Tottenham, ex-Lyon, se redimiu em outras ocasiões, especialmente no pênalti que Koscielny cometeu em Pedro e Fábregas desperdiçou, com grande defesa do arqueiro de amarelo. Ainda na etapa inicial a França teve um gol mal anulado, por conta de impedimento atribúído a Menez, depois de escorar toque também de cabeça de Benzema.

A França deu o troco no segundo tempo, em termos de desempenho, e confirmou a reação só nos acréscimos dos acréscimos, quando o contra-ataque chegou a Ribéry, que encontrou a cabeça de Giroud (substituto do machucado Benzema) sem marcação, no último lance da partida. (ASSISTA AOS MELHORES MOMENTOS E AOS GOLS)

Para termos uma ideia do que é não ser derrotado pela esquadra de Vicente Del Bosque, a Fúria acumulava 24 vitórias seguidas em jogos de eliminátórias (Euro e Copa)! E não é batida em casa, por partidas oficiais, desde junho de 2003 (0-1 para a Grécia pelo qualificatório da Euro 2004, que seria vencido pela própria Hellas!). O último gol bleu no estádio Vicente Calderón, do Atlético de Madri, havia sido Alain Giresse, contra a Irlanda, encerrando os 4 a 1 pela Copa de 1982, ano em que nasci, e curiosamente também de cabeça!

No outro jogo da chave, a Bielorrússia conquistou sua primeira vitória ao impor 2 a 0 na Geórgia, chegando a três pontos e assumindo a quarta colocação, à frente da Finlândia. Já a Geórgia se manteve em terceiro, com quatro pontos ganhos. As eliminatórias europeias voltam apenas em março de 2013: no dia 22, a Espanha recebe a Finlândia, e a França joga em casa contra a Geórgia.

Porém, antes disso, dois compromissos amistosos bem mais que amistosos para os Bleus: visitando a Itália, dia 14 de novembro, e abrindo a temporada 2013 com a recepção à Alemanha, em 6 de fevereiro.

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terça-feira, 11 de setembro de 2012 Eliminatórias da Copa, Seleção francesa | 22:33

França não dá mole no pontapé inicial pra 2014

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Os onze que iniciaram o jogo de terça no Stade de France (fff.fr)

Começo perfeito da seleção nas Eliminatórias: 1 a 0 na Finlândia, 3 a 1 em Belarus e liderança isolada do Grupo I com 6 pontos. Depois vêm Espanha (3 pts em 1 jogo), Geórgia (3 pts em 2 j), Finlândia (0 pt em 1 j) e Bielorrússia (0 pt em 2 j).

Por serem 5 times na chave, sempre um folga por rodada. Na 3ª rodada os Bleus descansam, dia 12/10, pra depois enfrentarem, em 16/10, nada mais nada menos que a campeã do mundo e bicampeã europeia Espanha, no duelo que deve definir a ponta da classificação ao fim do dia.

A vitória fora de casa contra os finlandeses, em Helsinque, teve gol do volante Abou Diaby. Na partida contra os bielorrussos no Stade de France, Capoue, Jallet e Ribéry, grande nome do jogo, marcaram os tentos da vitória.

> Assista aos melhores momentos de Finlândia 0 x 1 França

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quinta-feira, 6 de setembro de 2012 Eliminatórias da Copa, Seleção francesa | 21:01

Seleção debuta nas Eliminatórias para 2014 contra Finlândia e Bielorrússia

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A estreia do técnico Deschamps em torneios oficiais, considerando que as Eliminatórias já fazem parte da Copa do Mundo, o que não está errado, será neste 7 de setembro, sexta-feira de feriado pros brasileiros, contra a Finlândia (20h30 locais em Helsinque, 14h30 de Brasília). Quatro dias depois, nessa data emblemática que se tornou o 11 de setembro para o mundo ocidental, Les Bleus recebem a velha conhecida Bielorrússia, no Stade de France (21h locais, 16h de Brasília).

Digo velha conhecida não porque são adversários tradicionais, considerando que Belarus é uma ex-república soviética que até o fim dos anos 1980 pertencia à URSS. Mas porque nos últimos dois anos já se enfrentaram duas vezes, ambas pelo qualificatório da Euro 2012: vitória visitante na França, 0 a 1, em setembro de 2010, e empate no jogo de volta, 1 a 1 em junho de 2011.

Contra a Finlândia o confronto tem bem mais história, remontando a 1960 o primeiro duelo. Detalhe importante: nos seis jogos até aqui, a França venceu todos! Escrita que será mantida?

Deschamps tentará sua primeira vitória como treinador contando com os seguintes jogadores (uma convocação bastante criticada negativamente pelos colegas da comunidade Ligue 1 Brasil no Facebook):

Goleiros: Hugo Lloris (Tottenham/ING), Steve Mandanda (Marselha/FRA), Mickaël Landreau (Lille/FRA) – os dois primeiros, na foto acima;

Defensores: Christophe Jallet (Paris SG/FRA), Mamadou Sakho (Paris SG/FRA), Mapou Yanga-Mbiwa (Montpellier/FRA), Gaël Clichy (Manchester City/ING), Patrice Evra (Manchester United/ING), Laurent Koscielny (Arsenal/ING), Adil Rami (Valencia/ESP), Anthony Réveillère (Lyon/FRA);

Meias: Etienne Capoue (Toulouse/FRA), Maxime Gonalons (Lyon/FRA), Rio Mavuba (Lille/FRA), Blaise Matuidi (Paris SG/FRA), Yohan Cabaye (Newcastle/ING), Abou Diaby (Arsenal/ING), Mathieu Valbuena (Marselha/FRA), Franck Ribéry (Bayern/ALE), Jérémy Ménez (Paris SG/FRA);

Atacantes: Karim Benzema (Real Madrid/ESP), Olivier Giroud (Arsenal/ING), Bafétimbi Gomis (Lyon/FRA).

> Veja ou reveja como foi a estreia de Deschamps, no empate francês contra o Uruguai em agosto;
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010 Eliminatórias da Copa, Seleção francesa | 19:38

Henry tranquilão

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Maior atacante da história da seleção francesa e prestes a se tornar o primeiro francês a disputar quatro Copas do Mundo consecutivas (feito que Patrick Vieira pode igualar), Thierry Henry viveu tempos sombrios desde que participou com a mão do gol francês no empate com a Irlanda, pela repescagem das Eliminatórias, que classificicou o país para a Copa do Mundo em novembro passado. Choveram críticas, pipocaram protestos e era real a possibilidade de o atacante ser punido de alguma forma pela Fifa até o dia 18, quando a entidade encerrou o caso alegando “não ter competência legal para analisá-lo”.

Sem esse peso nas costas, e desfrutando de um período sem as recorrentes lesões que o prejudicaram no ano passado, Henry não parece se incomodar com a também recorrente reserva no Barcelona. Nesta semana, ele declarou que “não tem problema” começar as partidas no banco e que está lá, assim como os colegas, para “vencer como equipe”. Dias antes, já havia dado o bom exemplo ao doar 56 mil euros para vítimas do terremoto no Haiti, colônia francesa, por intermédio da ONG Médicos sem Fronteiras, francesa também. Nada melhor do se aproximar de um Mundial com tanta tranquilidade…

Sussa sussa, Thierry apareceu no Jogo da Pobreza em prol do Haiti

Sussa sussa, Thierry apareceu no Jogo da Pobreza em prol do Haiti

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 Copa do Mundo, Eliminatórias da Copa, Seleção francesa | 13:28

Que venha então a África do Sul

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Hoje, quarta-feira, excepcionalmente mudei de horário no trabalho e vim de manhã. E justamente eu, os franceses e demais francófilos recebemos com decepção a notícia de que a França não será cabeça de chave de um dos oito grupos da Copa do Mundo de 2010. Para a composição dos potes do sorteio de sexta, foi levado em consideração somente o ranking da Fifa de outubro para a composição dos cabeças, e não mais o desempenho nos últimos Mundiais, o que, convenhamos, é justo e reflete mesmo a relação atual de forças na atualidade (leia mais sobre os potes aqui).

Não acredito em retaliação aos franceses pela classificação “desonesta” para a Copa, naquele fatídico jogo da repescagem contra a Irlanda. É tão difícil assumir que a França está atrás da Holanda? Quem acompanhou os últimos jogos das duas seleções e abandonar suas paixões certamente dirá que não.

Sabemos agora que Les Bleus vão cair, após o sorteio, no grupo capitaneado por uma destas nobres seleções: África do Sul (país-sede, potência da… alegria), Brasil, Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha, Argentina ou Holanda. Os maiores medos dos franceses são brasileiros – mas os carrascos não são os europeus? – e os espanhóis – que aprenderam a não mais morrer na praia.

O ideal é que venham então os donos da festa, que, por mais empolgados que estarão diante de sua torcida, não vão superar as fragilidades demonstradas há meses, com Joel e Parreira. Qualquer outra opção será osso dificílimo de roer.  

Como não estarei na redação quando os jogos de PSG e Lille acabarem, no começo da noite de hoje, ficamos combinados assim: amanhã, quinta, falo destas partidas e de Toulouse x Partizan, pela Liga Europa, que acontece às 16h (de Brasília) de amanhã. E na sexta, depois de amanhã, comentamos o grupo dos franceses na Copa que se avizinha. D’accord?

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009 Eliminatórias da Copa, Seleção francesa | 20:26

Le balancê française de la Qualification pour la Coupe

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AFP recupera imagem de TV e eu pergunto: pela Copa, você não faria o mesmo que Henry?

AFP recupera imagem de TV e eu pergunto: pela Copa, você não faria o mesmo que Henry?

Deu pra entender que se trata do balanço francês das Eliminatórias para a Copa? Se não deu, desculpa. O qualificatório europeu para uma Copa do Mundo (10 jogos) não é tão extenso quanto o sul-americano (18 jogos), mas é tão importante quanto. E, no caso de quem tem mata-mata de repescagem pela frente, como teve a França, tudo fica mais dramático e, ao se olhar para trás, epopéico. Portanto, digno de um balancê (não, não quero brincar com você, como diz aquela música…), apesar de todos os terráqueos terem visto que o gol da classificação francesa foi irregular, que a Irlanda foi injustiçada, e etecétera, etecétera… O fato é que Les Bleus se classificaram pro Mundial (e, por extensão, Le Blog também!) e isso em si já é histórico, mesmo que o futebol apresenteado e as escolhas de Raymond Domenech sejam altamente questionáveis, como concordo que o são.

Somando fase de grupos e repescagem, a seleção francesa disputou 12 partidas. Venceu sete, empatou quatro e perdeu uma, ficando invicta em solo próprio – o aproveitamento de 69% dos pontos. Marcou 20 gols e levou 10. Recebeu 13 cartões amarelos e um vermelho. Veja quem mais atuou e balançou as redes nessa campanha, que se estendeu de 6 de setembro de 2008 a 18 de novembro de 2009:

Por ordem de jogos:

1. Bacari SAGNA – 11 partidas, 1001 minutos em campo
     Thierry HENRY – 11 p, 968 min
3. William GALLAS – 10 p, 930 min
     Patrice EVRA – 10 p, 930 min
     Lassana DIARRA – 10 p, 930 min
     Yoann GOURCUFF – 10 p, 759 min    
7. Jeremy TOULALAN – 8 p, 692 min
     Nicolas ANELKA – 8 p, 625 min
     Andre-Pierre GIGNAC – 8 p, 440 min
     Karim BENZEMA – 8 p, 361 min
11. Steve MANDANDA – 7 p, 618 min
      Alou DIARRA – 7 p, 493 min
13. Hugo LLORIS – 6 p, 499 min 
       Franck RIBÉRY – 6 p, 341 min
       Florent MALOUDA – 6 p, 254 min
16. Eric ABIDAL – 5 p, 450 min
       Sidney GOVOU – 5 p, 387 min
18. Sebastien SQUILLACI – 4 p, 381 min
       Julien ESCUDÉ – 4 p, 279 min
20. Gael CLICHY – 2 p, 180 min
21. Peguy LUYINDULA – 2 p, 132 min
22. Mowssa SISSOKO – 2 p, 118 min
23. Samir NASRI – 2 p, 91 min
24. Rod FANNI – 1 p, 90 min
25. Philippe MÉXÈS – 1 p, 90 min
26. Jean-Alain BOUMSONG – 1 p, 90 min
27. Bafetimbi GOMIS – 1 p, 11 min     
28. Mathieu FLAMINI – 1 p, 1 min 

Por ordem de gols:

1. Andre-Pierre GIGNAC – 4 gols em 8 partidas (média de 0,5)
2. Thierry HENRY – 4 g em 11 p (0,36)
3. Franck RIBÉRY – 3 g em 6 p (0,5)
4. Nicolas ANELKA – 3 g em 8 p (0,37)
5. Karim BENZEMA – 2 g em 8 p (0,25)
6. William GALLAS – 2 g em 10 p (0,2)
7. Sidney GOVOU – 1 g em 5 p (o,2)
8. Yohann GOURCUFF – 1 g em 10 p (0,1)

**Nesta sexta tem jogão!**
Sim, e é claro que não me refiro à segunda divisão francesa, que normalmente tem rodada às sextas. Amanhã, Olympique de Marselha e Paris Saint-Germain fazem o clássico da 10ª rodada do Campeonato Francês, adiado na ocasião por causa da gripe suína no elenco parisiense. Como vou trabalhar neste feriado de Consciência Negra + fim de semana, Le Blog não parará suas máquinas (= meus dedos)!

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009 Eliminatórias da Copa, Seleção francesa | 21:01

O dia da glória chegou!

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“Allons, enfants de la patrie, le jour de gloire est arrivée!”. Assim começa o hino francês, a Marselhesa: “vamos, filhos da pátria, o dia da glória chegou!”. Depois de 210 minutos de nervossísima repescagem contra a Irlanda (90 em Dublin + 120 em Saint-Denis), o placar agregado de 2 a 1 favoreceu quem tinha mais peso, com presença nas últimas três Copas, duas finais e um título mundial no currículo. A França está na Copa do Mundo de 2010. Graças muito mais à mão esquerda de Henry do que aos seus dois pés. Vamos ao desenrolar do drama:

Houve uma mudança no time titular em relação à escalação que se previa ontem: Escudé e não Squillaci foi quem formou a dupla com Gallas. Mas alguma coisa dizia que era para Squillaci jogar: logo aos 8 minutos, Escudé sobe junto com Evra e leva um choque no rosto, que sangra. Ele tem de sair, e o reserva imediato era o colega de Sevilla supracitado.

Como quem precisava da vitória de qualquer jeito eram os irlandeses, o jogo começou muito mais no campo da França, que tentava não se deixar acuar. Várias bolas foram alçadas diante de Lloris, que fez uma bela intervenção aos 23 minutos. Dois minutos depois, Doyle foi atrapalhado no cabeceio por Sagna mas causou perigo, pois a bola passou perto.

Entretanto, a solidez defensiva que se anunciava nos Bleus foi por água abaixo aos 33: Duff faz boa jogada pela esquerda, vai à linha de fundo e acha Keane sozinho na marca do pênalti, que só tem o trabalho de tirar do alcance de Lloris: 1 a 0. Apreensão total no Stade de France, já que o placar, igual ao da partida da ida, leva a decisão para a prorrogação.

A execução da Marselhesa (AFP)

A execução da Marselhesa (AFP)

No restante do primeiro tempo, nada de chances reais de gols para nenhum lado e pulga atrás da orelha da torcida francesa. Porém, pela TV deu para perceber que os espectadores em Saint-Denis mantinham a confiança, balançando as flâmulas e lenços azuis. Mas logo no comecinho da segunda etapa, por muito pouco a Irlanda não ampliou, quando O’Shea aproveitou rebatida de escanteio e, sozinho, finalizou por cima, do meio da grande área.

Com muitas dificuldades para se aproximar da área rival, a França via seu adversário jogar melhor e estar mais perto do segundo gol quando Raymond Domenech colocou Govou no lugar de Gignac, aos 11 minutos. Pensei o mesmo que o comentarista Sílvio Lancelotti, da ESPN: por que não Benzema?

Aos 16, dois lances de arrepiar, um para cada lado: Duff recebe sozinho na intermediária, avança e chuta para excelente defesa de Lloris. Os franceses contra-atacaram e Henry teve boa chance na área irlandesa, sendo travado por dois zagueiros na hora H.

Com 24, Gourcuff emendou de fora da área, mas ela desviou na zaga e saiu; dois minutos depois, Anelka perdeu boa oportunidade de cabeça. Por sua vez, a Irlanda quase matou a parada novamente em bola enfiada para Keane, que chegou a driblar Lloris mas deixou a bola escapar pela linha de fundo, para desespero dos colegas.

No tempo regulamentar, o cenário foi esse (AFP)

No tempo regulamentar, o cenário foi esse (AFP)

Sem organização, a França começava a se exasperar e, com isso, ceder perigosos espaços aos visitantes. Sagna estava num dia ruim, deixando brechas na marcação e cruzando errado sempre que chegava ao ataque. Domenech queimou sua última substituição colocando Malouda no lugar de Gourcuff, deixando Benzema na mesma condição de torcedor dos ex-selecionáveis Zidane e Barthez e do presidente Sarkozy. A última chance dos donos da casa seria com Henry, que cruzou na pequena área, Given soltou, mas não havia quem empurrasse para o gol. Não teve jeito: prorrogação!

Quem pensava que o medo de tomar gol paralisaria as duas seleções no “extra-tempo”, enganou-se. Boas oportunidades foram criadas, aumentando a tensão de todos, e sinceramente acho que o lance de Anelka driblando Given e caindo foi pênalti, embora o árbitro sueco discordasse. Govou chegou a balançar as redes, mas estava impedido.

Aos 14 do 1º tempo da prorrogação, viria o lance capital do jogo: Alou Diarra levanta na área da Irlanda, a bola passa por quase todo mundo, Henry “domina” com a mão esquerda (se não o fizesse, ela sairia), toca para o meio da pequena área, e Gallas só escora de cabeça com Given vendido: 1 a 1. Festa imensa francesa, reclamação acintosíssima irlandesa, afinal Martin Hansson validou o gol.

Nos últimos 15 minutos, os anfitriões se retraíram, não tiveram vergonha de dar chutões e ainda perderam um gol praticamente feito com Govou. Não precisou, porque o empate seria o bastante. Fim de partida e glória assegurada até junho de 2010!

Mas na prorrogação, acabou assim (AFP)

Mas na prorrogação, acabou assim (AFP)

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terça-feira, 17 de novembro de 2009 Eliminatórias da Copa, Seleção francesa | 21:13

Amanhã, meu filho!

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À frente, o capitão Henry no último treino em Clairefontaine (AFP)

À frente, o capitão Henry no último treino em Clairefontaine (AFP)

Não vão faltar meios para acompanhar França x Irlanda nesta decisiva quarta-feira, a partir das 18 horas de Brasília. SporTV exibe a partida pelas Eliminatórias Europeias ao vivo e em VT na quinta, às 13 horas. ESPN também mostra ao vivo e com VT às 3h30 da madrugada de quinta. E pela internet, dá para acompanhar, como sempre, em tempo real pelo Placar iG (o link é este aqui).

O técnico Raymond Domenech é só mais um dos milhões de franceses ansiosos para a bola rolar. A pressão é grande para que se cumpra a obrigação de não fracassar; portanto, toda concentração é pouca. De acordo com o site da revista France Football, as prováveis escalações para o jogaço em Saint-Denis são:

França: Lloris; Sagna, Gallas, Squillaci e Evra; Alou Diarra, Lassana Diarra, Gourcuff e Henry; Anelka e Gignac.

Irlanda: Given; O’Shea, St Ledger, Dunne e Kilbane; Lawrence, Whelan, Andrews e Duff; Doyle e Keane.

Para quem está por fora, lembro que os franceses fizeram 1 a 0 nos irlandeses no sábado, em Dublin, e se classificam para a Copa do ano que vem se vencerem ou empatarem amanhã no Stade de France. Ou se perderem por um gol e se garantirem nos pênaltis, mas é melhor não tocar no assunto. Qualquer derrota maior significa o vexame de assistir ao Mundial como espectadores. Mas é melhor não tocar nesse assunto também.

“Franco-brasileiros”
Michel Bastos voltou a ser o lateral-esquerdo titular da seleção brasileira, agora contra Omã. De novo jogou a partida inteira, e desta vez participou diretamente do segundo gol, cruzando para Hulk no lance em que Al Ghalani teve a infelicidade de cabecear contra as próprias redes. Cris, outro lionês, entrou no segundo tempo da vitória por 2 a 0.

Findado o ano do time de Dunga, e com apenas um amistoso por fazer antes da convocação para a Copa do Mundo, em março, os brasileiros do Lyon mantêm esperança de ir à África do Sul. Muito mais o lateral/meia, que teve mais tempo para aparecer. Se as contusões inesperadas de sempre atingirem os zagueiros, pode sobrar lugar até para Cris. Desculpe o lugar-comum, mas só mesmo o tempo dirá.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009 Brasileiros na França, Eliminatórias da Copa, Seleção francesa | 20:37

Só faltam 90 minutos

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Será apenas o início de muita comemoração na quarta? (AFP)

Será apenas o início de muita comemoração na quarta? (AFP)

Das oito seleções europeias que entraram em campo no sábado para as partidas de ida das Eliminatórias para a Copa, a França foi a que encerrou a rodada mais perto da África do Sul. Rússia venceu Eslovênia em casa (2 a 1), Portugal bateu Bósnia também em casa (1 a 0) e Ucrânia e Grécia não saíram do zero; contando com a sorte de Nicolas Anelka (veja o vídeo do gol do atacante do Chelsea no post anterior), os franceses fizeram 1 a 0 na Irlanda em território rival. Agora, na quarta, basta um empate em solo pátrio para o 2010 dos Bleus ter a importância que merece para qualquer país de peso no futebol.

Admito que pra mim um empate em Dublin estaria de ótimo tamanho; com a vantagem, a coisa fica pra lá porreta, em bom brasilianês. De positivo, ainda, vimos grandes atuações do goleirão Hugo Lloris – que pode ser considerado salvador da pátria no Croke Park – e do elegante meia Yohann Gourcuff, considerado pela Fifa como o “homem da partida”.

O lado negativo do que rolou no sábado foi a lesão do zagueiro e lateral-esquerdo Eric Abidal. O defensor do Barcelona, que participou do jogo inteiro, teve diagnosticado posteriormente um problema muscular na coxa esquerda, sendo obrigado a amargar três semanas de estaleiro. Ele se junta ao volante Jérémy Toulalan, poupado do duelo na Irlanda por conta de contusão nos músculos adutores. Mas nada que cause muita dor de cabeça a Raymond Domenech, muito próximo de calar seus inumeráveis críticos quando garantir a vaguinha no Mundial.

Lionês no Brasil

Michel, trombando com Wayne Rooney (AFP)

Michel, trombando com Wayne Rooney (AFP)

Michel Bastos estreou pela seleção pentacampeã mundial no amistoso contra a Inglaterra também no sábado, no Catar. Há que se fazer algumas ressalvas: no Lyon ele vem sendo aproveitado como meia, e com Dunga foi lateral-esquerdo; se o convocado Fábio Aurélio não tivesse se contundido na semana passada, provavelmente Bastos começaria na reserva; o Brasil tinha alguns reservas, e a Inglaterra vários, para não dizer quase todos.

Mas o que mais importa é que ele teve sua chance a alguns meses da Copa. É verdade que foi discreto, se preocupou muito com a marcação pelo seu setor e só chegou com perigo ao ataque em um chute que passou perto da trave inglesa. Só que seus poucos erros não viraram cagadas e o arroz-com-feijão parece tê-lo agradado. Amanhã, contra Omã (rima!), ele deve ser titular novamente. Contra um adversário mais frágil e sem o peso da primeira vez, tomara que tenha mais confiança para ousar e isso faça diferença para o capitão do tetra.

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sábado, 14 de novembro de 2009 Eliminatórias da Copa, Seleção francesa | 19:53

Irlanda 0 x 1 França

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Lloris e Keane: franceses fizeram mais que segurar os irlandeses (AFP)

Lloris e Keane: franceses fizeram mais que segurar os irlandeses (AFP)

Na segunda-feira, comento a vitoria dos Bleus (gol de Anelka), que abrem vantagem na repescagem e se aproximam da Copa! Mas se quiser, comente ai embaixo.

Veja o gol da partida em Dublin: Lass passa para Gourcuff, que toca de primeira para Anelka. O chute do atacante do Chelsea, aos 27 minutos do segundo tempo, desvia no zagueiro St Ledger, mata o goleiro Given, bate na trave e entra. Nada mal a sorte francesa:

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