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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014 Ex-jogadores, Franceses no mundo | 19:12

Merci, Thierry Henry!

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“Foi uma viagem incrível”, disse Thierry Henry no último dia 16, terça-feira, ao declarar a aposentadoria do futebol profissional aos 37 anos.

É claro que o atacante não se refere apenas aos cinco anos passados nos Estados Unidos, sua última caminhada na carreira iniciada no Principado mais famoso da Europa, há duas décadas.

Começando a carreira, à la Ruud Gullit (Thierry revelou que a preferência pela camisa 12 na seleção vem da admiração por outro holandês, Van Basten)

Começando a carreira, à la Ruud Gullit (Thierry revelou que a preferência pela camisa 12 na seleção vem da admiração por outro holandês, Van Basten)

Foram muitas conquistas e tantos, tantos gols na trajetória que incluiu Monaco, Juventus, Arsenal, Barcelona e New York Red Bulls, em cinco países diferentes. Com o cume no clube inglês, onde o camisa 14 se tornou o maior artilheiro da agremiação (quase 230 gols) e ganhou até estátua, em 2011.

Carreira vencedora e recordista também na seleção: foi do sub 16 aos Espoirs, galgando os degraus da base, até chegar aos Bleus em 1997. Até 2010, somou 123 partidas (só perde para Lilian Thuram, 142) e 51 gols: goleador-mor da história da França como seleção. Esteve nos dois feitos máximos do país no maior dos torneios que há, como meio titular/meio reserva na Copa de 1998 (o artilheiro daquele time) e titular na de 2006, quando foi “o carrasco” brasileiro da vez (artilheiro francês ao lado de Zidane).

Até pra dar um tapa pro gol o nêgo tinha estilo!

Até pra dar um tapa pro gol o nêgo tinha estilo!

Nos fiascos dos Mundiais de 2002 (expulso no segundo jogo) e 2010 foi titular também, tendo contribuído de forma bem peculiar, naquela repescagem contra a Irlanda em 2009, para que a equipe de Domenech fosse à África do Sul no ano seguinte. Enfim, é o jogador que mais Copas disputou com os Bleus, 4. Como ainda tem um título europeu (2000) e uma Copa das Confederações (2003), dá pra dizer que a passagem, no geral, foi positiva de fato.

França x Irlanda, 2009: A versão francesa da mão de Deus de Maradona-1986...

França x Irlanda, 2009: A versão francesa da mão de Deus de Maradona-1986…

Agora será comentarista da TV inglesa Sky Sports, mas vamos torcer para que apareça numas peladas de vez em quando, como esses jogos entre amigos que acabam sendo transmitidos pra preencher lacunas de programação televisiva em dias xoxos que todo ano tem. Porque aí vamos poder matar um pouco da saudade do craque, finalizador de classe e elegância que tanto aplaudimos (e tentamos imitar sem sucesso) nos últimos anos.

Merci Henry!

No final da carreira, com a camisa do NY Red Bulls, pela liga estadunidense, a MLS

No final da carreira, com a camisa do NY Red Bulls, pela liga estadunidense, a MLS

-> 14 momentos inesquecíveis (como golaços épicos) do 14 do Arsenal: leia no site Trivela

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1 comentário | Comentar

  1. 21 José Luis Aquino 18/12/2014 23:08

    Belle homenagem,Lembremos da crítica justa que ele fez ao talento dos jogadores brasileiros:”Os brasileiros não vão à escola para jogar futebol…” uma mescla de inveja com compensações,rs
    Corrigindo a frase com vírgula” Os brasileiros não vão à escola,para jogar futebol…”

    • Bruno Pessa 19/12/2014 14:49

      Pois é, Aquino, fora de campo ele não ficava calado não.

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